Transmissões digitais de futebol desafiam canais a fugir do padrão TV sem desinformar o torcedor
Na parceria com a Record para transmitir o Paulistão e o Brasileirão, Desimpedidos busca equilíbrio entre zoeira e credibilidade O post Transmissões digitais de futebol desafiam canais a fugir do padrão TV sem desinformar o torcedor apareceu primeiro em MKT Esportivo.

Por Bruno Grossi, gerente de conteúdo da NWB
Transmissões digitais no futebol já não são exatamente uma novidade. Há pelo menos seis anos começamos a ver os primeiros direitos sendo experimentados por plataformas de streaming ou canais de YouTube, sempre em doses homeopáticas, até o boom impulsionado pela CazéTV na virada de 2022 para 2023. Mas isso não significa que elas não continuem desafiadoras.
E esse cenário repleto de peculiaridades normalmente passa pela busca do equilíbrio na linguagem, em vários aspectos. Por exemplo, quando surgiram as primeiras transmissões digitais, era nítida a dificuldade dos players de mesclar informação e credibilidade com humor e zoeira. Ou o produto acabava quadrado, parecido demais com qualquer jornada esportiva da televisão – linear ou por assinatura -, ou perdia-se facilmente a mão nas piadas, deixando o espectador mal informado e muitas vezes incomodado por ter a emoção do jogo atrapalhada pelo excesso de brincadeiras.
Hoje a balança está muito mais equilibrada. Já se entende que não dá para fazer futebol sem o mínimo de compromisso com a informação e de serviço ao torcedor. Mas também já se estabeleceu que há espaço para a leveza e para o bom humor. Sem falsa modéstia, a parceria entre Desimpedidos e Record para as transmissões no R7 e no PlayPlus podem representar bem esse equilíbrio.
A montagem da equipe de bastidores, que mescla jornalistas de formação mais tradicional com profissionais nativo da criação de conteúdo digital, é preponderante nesse processo. É ela que nos torna capazes de criar um meme ou um corte engraçado com a mesma habilidade com que entrevistamos jogadores dos grandes clubes de São Paulo ao longo do Campeonato Paulista, que marcou a primeira fase do projeto com a Record. Foram 17 partidas transmitidas, sempre com duas horas de pré-jogo e reportagem in loco.
Aqui entra também um papel fundamental dos criadores de conteúdo que integram o elenco. A evolução do mercado de influência, cada vez mais profissional, acarreta em pessoas mais capacitadas e conscientes das responsabilidades que carregam. Seja com seus próprios fãs, com a empresa que os contrata ou com as marcas que os escolhem para encabeçar campanhas publicitárias.
Esses criadores ainda possuem uma visão muito ímpar sobre a cobertura esportiva. Afinal, cresceram acostumados ao modelo tradicional da TV aberta e trazem dessa fonte elementos que os espectadores não abrem mão, só que atrelando isso a noções que somente o universo da criação de conteúdo e das plataformas digitais é capaz de proporcionar. Eles são consumidores e objeto de consumo ao mesmo tempo, o que gera uma experiência única e rica na hora de desenvolver um novo produto.
Tudo isso deixa o terreno extremamente fértil para as marcas investirem nesse tipo de transmissão. Porque elas podem ir além das inserções gráficas que muitas vezes passam batidas ao olhar do espectador. Há muito mais espaço para personalizar as ações, levando-as de maneira mais direta ao público na porta dos estádios ou à audiência que está em casa, no trabalho ou no transporte público. Games, esquetes, desafios com bola. Produtos que antes tinham vida própria no YouTube, mas que podem se transformar em excelentes pontos de contato para os patrocinadores esquentarem as jornadas esportivas online.
A NWB tem mergulhado cada vez mais no universo das transmissões digitais e isso é motivo de muito orgulho. No ano passado, transmitimos a Série A2 do Campeonato Paulista e o Paulistão Feminino no Camisa 21, fomos pioneiros ao trazer os direitos da Kings League para o Desimpedidos e mudamos a forma de fazer a Supercopa Desimpedidos, elevada a uma grandiosidade – competitiva e de produção de evento independente – inédita.
Neste ano, a parceria com a Record segue agora para sua segunda etapa, com a transmissão de um jogo por rodada do Campeonato Brasileiro. E novamente estamos levando as emoções da Kings League para o público, desta vez com um olhar diferente, já que temos nosso próprio time disputando o título.
A audiência já entende que essa é a nova cara do canal. E as marcas também passam a nos identificar dessa forma. É só o começo de uma nova fase para quem, nos primórdios das transmissões digitais, inovou e abriu caminho para uma tendência que hoje é o presente e o futuro.
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