Pedro Duarte “n’um é do Norte!”
Um homem que andou meses hesitante, sem qualquer firmeza de propósitos, cheio de dúvidas, sem assertividade e com posições públicas dúbias e pouco claras sobre a sua eventual candidatura à presidência da Câmara Municipal da cidade do Porto, finalmente disse hoje em artigo publicado no Jornal de Notícias ao que vinha. O ainda ministro dos […]
Um homem que andou meses hesitante, sem qualquer firmeza de propósitos, cheio de dúvidas, sem assertividade e com posições públicas dúbias e pouco claras sobre a sua eventual candidatura à presidência da Câmara Municipal da cidade do Porto, finalmente disse hoje em artigo publicado no Jornal de Notícias ao que vinha. O ainda ministro dos assuntos parlamentares é candidato à Câmara do Porto pelo PSD.
Como diria um personagem humorístico da nossa praça, um fulano tão vacilante e trémulo “n’um é do Norte, carago!”
Pedro Duarte foi recentemente responsável por um dos mais infames e desbragados programas de controlo político da comunicação social e ainda há dias contemporizou com restrições à liberdade de expressão no espaço público.
Mas a agora anunciada sua candidatura num texto repleto de platitudes e frases pretensiosamente poéticas tem pormenores curiosos.
Desde logo o site oficial da sua candidatura ser gerido por uma empresa que foi anteriormente responsável também pela direcção operacional da campanha de Rui Moreira. Logo após a eleição de Moreira, entre fevereiro e junho de 2014, uma das sócias da consultora foi assessora da empresa municipal Porto Lazer. Em 2015 foi novamente escolhida pelo Município do Porto como «Diretora da Movida», um cargo criado por Moreira para, segundo um vereador, ter “um papel holístico na gestão da noite portuense”. Em Maio desse ano tornou-se mesmo Administradora-Executiva da empresa municipal Ágora, auferindo salário equiparado a gestor público, cargo em que se manteve até final de 2021.
Porém, isso não impediu, ou quiçá até facilitou, que a Ágora contratasse por ajuste directo a empresa privada em que a senhora se manteve como sócia. Um gestor público contratar a sua própria empresa de assessoria de comunicação pagando com dinheiro dos contribuintes benefícios privados é, digamos, audacioso…
Já sabíamos o suficiente sobre Pedro Duarte para perceber que o Porto merecia um candidato de outra craveira. Conhecemos também o dito popular: «Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.».
A minha crónica-vídeo de ontem, aqui: