Que tal usar a restituição do IR para construir uma reserva de emergência?

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Abr 5, 2025 - 10:24
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Que tal usar a restituição do IR para construir uma reserva de emergência?
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Para muitos brasileiros, a restituição do Imposto de Renda é um dinheiro extra que, na maioria das vezes, é usado para pagar contas e outras despesas. No entanto, para quem não tem um destino certo e nem está com dívidas, esse valor pode ser uma oportunidade para iniciar ou fortalecer uma reserva de emergência

Isso porque a construção de uma reserva é essencial para a segurança financeira. Segundo especialistas ouvidos pelo InfoMoney, além de poupar, a recomendação é direcionar esse dinheiro para investimentos adequados — garantindo sua rentabilidade e preservando o poder de compra, além de mantê-lo sempre disponível para emergências.

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Por que a reserva de emergência é essencial?

Para quem não sabe, a reserva de emergência é um fundo destinado a cobrir despesas inesperadas, como problemas de saúde, demissão ou reparos urgentes na casa ou no carro. A educadora financeira da Neon, Daiane Alves, destaca que é uma quantia que poderá ser utilizada no caso de imprevistos financeiros. “De forma que não deve ser considerada ou mesmo utilizada para cobrir excessos”, diz.

O valor da reserva não é fixo e dependerá do gasto mensal de cada pessoa. No entanto, para saber qual é a quantia ideal para acumular, o ideal é que a reserva seja capaz de cobrir pelo menos seis meses de todos os gastos mensais fixos e essenciais. 

Para calcular esse montante, é necessário listar todos os custos essenciais, como moradia, alimentação e contas de consumo, e multiplicar esse total por seis. Se uma pessoa tem um custo de vida de R$ 4 mil por mês, por exemplo, a reserva de emergência ideal seria de R$ 24 mil. 

A restituição do IR como ponto de partida

A ideia de construir a própria reserva de emergência é bastante simples, mas a prática pode ser desafiadora, especialmente para quem ainda não tem o hábito de poupar. E é justamente por isso que especialistas frisam que a restituição do Imposto de Renda pode ser o primeiro passo para esse objetivo. 

“Esse valor, muitas vezes inesperado, pode ser direcionado integralmente para a formação desse colchão financeiro, sem impactar o seu orçamento mensal regular”, aponta Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em investimentos.

Vale lembrar que a restituição do Imposto de Renda dificilmente será suficiente para cobrir, por completo, os seis meses de despesas sugeridos. Ainda assim, os especialistas reforçam que esse valor pode servir de incentivo para quem tem dificuldade em guardar dinheiro mensalmente.

“É uma forma de começar a reserva, e pode ser um motivador para manter, pois, o fato de já ver um valor guardado, motiva a continuar guardando para atingir a meta”, afirma Daiane. Depois disso, a educadora recomenda tratar a reserva como uma despesa fixa e não algo que será poupado apenas se sobrar dinheiro.

Nesse sentido, Patzlaff sugere ser necessário também adotar uma estratégia para complementar o valor gradualmente. “Uma abordagem eficaz é separar 20% dos ganhos todo mês para fortalecer essa reserva”, orienta.

Onde investir a reserva de emergência?

Ao pensar em poupar dinheiro, muitas pessoas ainda recorrem à poupança como principal destino. Contudo, embora a caderneta cumpra essa função, não é recomendada pelos especialistas visto que, a longo prazo, nem sempre ela se mostra capaz de preservar o valor ao longo do tempo.

“Historicamente, a poupança oferece retornos inferiores a outras opções de renda fixa, especialmente em períodos de taxas de juros elevadas”, explica Patzlaff. Isso porque, quando a taxa Selic está acima de 8,5% ao ano — como ocorre atualmente, em 14,25% —, o rendimento da poupança é de 0,5% ao mês mais a variação da Taxa Referencial (TR).

“O rendimento anual é de aproximadamente 6,17%”, diz o planejador. Além disso, outro ponto desfavorável é o fato de que os juros da poupança são creditados apenas uma vez ao mês. Isso pode ser desvantajoso se houver a necessidade de resgatar os recursos antes da data de aniversário, levando à perda do rendimento. 

No mesmo raciocínio, Daiane Alves alerta que, embora seja um investimento seguro, a poupança rende menos que outras opções de renda fixa. “E pode desvalorizar o dinheiro ao longo do tempo, já que a poupança não acompanha a inflação”, afirma. 

Entre as alternativas mais vantajosas para a reserva de emergência estão os aportes no Tesouro Selic, que oferece liquidez diária e acompanha a Selic, proporcionando maior rentabilidade com segurança, além de CDBs de bancos sólidos com liquidez diária e fundos DI. Vale dizer que esses investimentos permitem o resgate rápido para situações de necessidade, sem grandes perdas.

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