Auroras boreais estão mais frequentes? Saiba o que isso tem a ver com o Sol

Se você tem acompanhado as notícias da ciência espacial, talvez tenha percebido que os alertas de auroras boreais têm sido emitidos com frequência. Será que estes eventos estão mais comuns do que nunca? Ou será que simplesmente estamos percebendo-os melhor porque vemos mais publicações destas luzes nas redes sociais?  Vídeo mostra aurora boreal em formato raro no sul da Islândia Aurora orbital é flagrada da ISS em imagem espetacular Antes de continuar, vale lembrar primeiro como as auroras boreais e austrais são causadas. Estas luzes coloridas são o resultado entre as interações das partículas eletricamente carregadas disparadas pelo Sol e o campo magnético da Terra, e são observadas principalmente perto das regiões polares.  As auroras boreais e austrais são causadas pelas interações entre as partículas solares e o campo magnético da Terra (Reprodução/NASA/GSFC/SOHO/ESA) Como as auroras estão profundamente relacionadas à atividade do Sol, é esperado que fiquem mais frequentes caso a atividade do nosso astros aumente. É o que está acontecendo no momento: o Sol chegou ao máximo solar, ou seja, está no período de maior atividade em seu ciclo de 11 anos. E é aqui que está o segredo por trás da frequência das auroras boreais. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- As auroras boreais e o Sol A ocorrência do máximo solar indica que fenômenos como explosões e ejeções de massa coronal estão mais frequentes, enviando mais partículas eletricamente carregadas em direção ao nosso planeta. Assim, é esperado que o máximo solar traga mais auroras que talvez sejam visíveis até em latitudes menores que o comum.  Diferenças entre o Sol durante o mínimo e o máximo solar (Reprodução/NASA/SDO) No momento, o Sol está em seu 25º ciclo, cuja intensidade vem desafiando as previsões dos cientistas. “Com auroras visíveis globalmente em maio [de 2024] e depois em outubro [de 2024] e janeiro [de 2025], tem sido um ciclo bem especial até agora”, observou Tom Kerss, caçador de auroras boreais, em entrevista ao Space.com.  Os cientistas já esperam que as explosões solares e ejeções de massa coronal ocorram com maior frequência durante o máximo solar, que costuma acontecer a cada 11 anos. O mais interessante é que a performance do Sol no ciclo atual deve deixá-lo acima do ciclo 24 e até do 23, que foram bastante favoráveis para a observação das auroras.  Fotos das auroras boreais A forte tempestade solar ocorrida em 2024 trouxe auroras a locais incomuns, como Argentina. A última vez em que as luzes coloridas foram vistas tão ao sul do equador foi anos após o máximo solar de 2001, quando os celulares ainda não tinham câmeras tão boas quanto aquelas nos dispositivos atuais.  Aurora boreal vista da Estação Espacial Internacional (Reprodução/NASA, ISS Expedition 71) Hoje, qualquer um pode tirar fotos espetaculares das auroras boreais e de outros fenômenos e publicar os resultados nas redes sociais em segundos. Mas o autor observa: a facilidade de postar as fotos pode levar a expectativas irreais sobre o fenômeno, porque dificilmente nossos olhos e o sensor das câmera vão flagrar as luzes com a mesma intensidade. As cores capturadas pelas câmeras costumam ser mais intensas que aquelas que nossos olhos enxergam. Mesmo assim, vale a pena ficar para tentar flagrar as cores das auroras boreais e austrais, seja em fotos, seja no céu.  Leia também: Confira fotos da aurora boreal após tempestade solar forte Veja as fotos da aurora e da chuva de meteoros Perseidas juntas nos EUA e Canadá Vídeo: ETs vão invadir a Terra?   Leia a matéria no Canaltech.

Abr 5, 2025 - 21:20
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Auroras boreais estão mais frequentes? Saiba o que isso tem a ver com o Sol

Se você tem acompanhado as notícias da ciência espacial, talvez tenha percebido que os alertas de auroras boreais têm sido emitidos com frequência. Será que estes eventos estão mais comuns do que nunca? Ou será que simplesmente estamos percebendo-os melhor porque vemos mais publicações destas luzes nas redes sociais? 

Antes de continuar, vale lembrar primeiro como as auroras boreais e austrais são causadas. Estas luzes coloridas são o resultado entre as interações das partículas eletricamente carregadas disparadas pelo Sol e o campo magnético da Terra, e são observadas principalmente perto das regiões polares. 

As auroras boreais e austrais são causadas pelas interações entre as partículas solares e o campo magnético da Terra (Reprodução/NASA/GSFC/SOHO/ESA)

Como as auroras estão profundamente relacionadas à atividade do Sol, é esperado que fiquem mais frequentes caso a atividade do nosso astros aumente. É o que está acontecendo no momento: o Sol chegou ao máximo solar, ou seja, está no período de maior atividade em seu ciclo de 11 anos. E é aqui que está o segredo por trás da frequência das auroras boreais.

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As auroras boreais e o Sol

A ocorrência do máximo solar indica que fenômenos como explosões e ejeções de massa coronal estão mais frequentes, enviando mais partículas eletricamente carregadas em direção ao nosso planeta. Assim, é esperado que o máximo solar traga mais auroras que talvez sejam visíveis até em latitudes menores que o comum. 

Diferenças entre o Sol durante o mínimo e o máximo solar (Reprodução/NASA/SDO)

No momento, o Sol está em seu 25º ciclo, cuja intensidade vem desafiando as previsões dos cientistas. “Com auroras visíveis globalmente em maio [de 2024] e depois em outubro [de 2024] e janeiro [de 2025], tem sido um ciclo bem especial até agora”, observou Tom Kerss, caçador de auroras boreais, em entrevista ao Space.com. 

Os cientistas já esperam que as explosões solares e ejeções de massa coronal ocorram com maior frequência durante o máximo solar, que costuma acontecer a cada 11 anos. O mais interessante é que a performance do Sol no ciclo atual deve deixá-lo acima do ciclo 24 e até do 23, que foram bastante favoráveis para a observação das auroras. 

Fotos das auroras boreais

A forte tempestade solar ocorrida em 2024 trouxe auroras a locais incomuns, como Argentina. A última vez em que as luzes coloridas foram vistas tão ao sul do equador foi anos após o máximo solar de 2001, quando os celulares ainda não tinham câmeras tão boas quanto aquelas nos dispositivos atuais. 

Aurora boreal vista da Estação Espacial Internacional (Reprodução/NASA, ISS Expedition 71)

Hoje, qualquer um pode tirar fotos espetaculares das auroras boreais e de outros fenômenos e publicar os resultados nas redes sociais em segundos. Mas o autor observa: a facilidade de postar as fotos pode levar a expectativas irreais sobre o fenômeno, porque dificilmente nossos olhos e o sensor das câmera vão flagrar as luzes com a mesma intensidade.

As cores capturadas pelas câmeras costumam ser mais intensas que aquelas que nossos olhos enxergam. Mesmo assim, vale a pena ficar para tentar flagrar as cores das auroras boreais e austrais, seja em fotos, seja no céu. 

Leia também:

Vídeo: ETs vão invadir a Terra?

 

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