Especialista comenta estratégias para startups enfrentarem a alta da Selic
Startupi Especialista comenta estratégias para startups enfrentarem a alta da Selic O aumento da taxa Selic tem preocupado o mercado e tornado o cenário de startups no Brasil um tanto desafiador. O aumento dos juros reduz o apetite dos investidores por negócios de alto risco, tornando mais difícil o acesso a capital para empresas em estágio inicial. Em conversa com o Startupi, Guilherme Camargo, CEO da [...] O post Especialista comenta estratégias para startups enfrentarem a alta da Selic aparece primeiro em Startupi e foi escrito por Cecília Ferraz

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Especialista comenta estratégias para startups enfrentarem a alta da Selic
O aumento da taxa Selic tem preocupado o mercado e tornado o cenário de startups no Brasil um tanto desafiador. O aumento dos juros reduz o apetite dos investidores por negócios de alto risco, tornando mais difícil o acesso a capital para empresas em estágio inicial. Em conversa com o Startupi, Guilherme Camargo, CEO da SX Group, para entender como as startups podem se planejar para passar por esse período.
“Nesse momento, com a alta da Selic, o dinheiro para empréstimo fica muito mais caro. Então, para quem está buscando um aporte, a minha sugestão é segurar um pouco, esperar o cenário ficar positivo, para aí sim captar com uma taxa menor e, efetivamente, ter melhores condições de usar esse dinheiro para investimento ou vender parte da sua empresa por um preço melhor”, explica Camargo.
Segundo o especialista, a alta da Selic direciona investidores para aplicações mais seguras, como renda fixa, tornando o capital para startups mais escasso, o que exige uma mudança de postura dos empreendedores para se manterem competitivos. Ele destaca que, embora o cenário seja desafiador, startups podem se fortalecer ao adotar medidas que reduzam a dependência de investimentos externos e priorizem a geração de receita desde os primeiros estágios do negócio.
Focar em equilíbrio e reduzir custos pode ajudar startups a se manterem na alta da Selic
Com menos capital disponível no mercado, startups precisam focar em soluções que possam ajudá-las a sobreviver a este período, seja reduzindo custos ou segurando as pontas até conseguir um investimento. “A primeira recomendação é olhar um pouco para o próprio custo operacional da empresa e buscar esse equilíbrio de curto e médio prazo, porque, muitas vezes, as startups colocam parte do investimento em inovação, em roadmap de produto mas, num momento de escassez, melhor revisitar esse tipo de planejamento, porque, às vezes, vale mais a pena você adotar uma estratégia mais conservadora e ficar mais sustentável para atingir o breakeven”, conta Camargo.
No entanto, segundo o especialista, se a empresa precisa de capital para custear a operação e continuar de pé, bancos públicos e aceleradoras podem ser aliados nesse cenário.
“Editais governamentais e linhas de crédito de instituições como o BNDES podem ser alternativas para startups que precisam de fôlego financeiro”, explica o CEO. “Por outro lado, se é dinheiro para fluxo de caixa, existem algumas linhas de governo, FINEP, que podem ser um recurso tático para uma startup passar por um momento um pouco mais tenso de fluxo de caixa. Mas eu olharia para o equilíbrio entre o curto e o longo prazo e a redução de custos através da tecnologia, com a automação de algumas atividades que faça você reduzir custos em um curto prazo de tempo como estratégia de sobrevivência, ao invés de buscar aporte de family friends ou outras linhas, por exemplo”.
Startups que atuam em áreas prioritárias, como agronegócio, mineração e tecnologia industrial, podem encontrar mais facilidade para atrair investimentos. “São setores que continuam demandando inovação, independentemente do cenário econômico”, pontua Camargo.
Crescimento sustentável é estratégico
Crescer rápido sem um modelo sustentável pode ser arriscado nesse momento. “A rentabilidade precisa ser o foco. Demonstrar que o negócio pode se manter sozinho é um fator decisivo para atrair investidores mesmo em tempos de juros altos”, reforça Camargo.
Para o especialista, o cenário mundial não facilita a captação em fundos internacionais, por isso, é preciso agir com cautela. “O cenário político e econômico do mundo está tão caótico – é um novo governo nos Estados Unidos e no ano que vem temos eleições no Brasil, essas coisas têm impacto neste cenário. Esse primeiro semestre é um período um pouco mais conservador, tanto para investidores quanto para startups buscarem fundos. É típico que essa questão política e econômica impactem altamente o mercado de investimento de startups”, conta.
Ainda que o momento não seja o mais favorável para captação, manter contato com fundos de investimento e aceleradoras pode ser estratégico. “Quando o cenário melhorar, essas conexões serão fundamentais para garantir novos aportes”, finaliza.
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