Ancelotti se diz inocente por suposta omissão de impostos sobre direitos de imagem

Promotoria espanhola pede pena de quase cinco anos de prisão para o técnico do Real Madrid O post Ancelotti se diz inocente por suposta omissão de impostos sobre direitos de imagem apareceu primeiro em MKT Esportivo.

Abr 2, 2025 - 23:24
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Ancelotti se diz inocente por suposta omissão de impostos sobre direitos de imagem

O Tribunal Provincial de Madri ouviu, nesta quarta-feira (2), o treinador Carlo Ancelotti, em um processo de fraude fiscal movido pelo Ministério Público espanhol. O italiano é acusado de irregularidades relacionadas a tributação de rendimentos obtidos com direitos de imagem, e a promotoria solicitou uma pena de quatro anos e nove meses de prisão.

Antes de comparecer ao julgamento o técnico do Real Madrid conversou com jornalistas e garantiu estar tranquilo, reafirmando sua inocência.

“Para mim estava tudo correto. Só me preocupava em receber o dinheiro líquido nos três anos e nunca percebi ter algo errado. Nunca recebi qualquer comunicação de que o Ministério Público estava me investigando. Quando o Real me propôs o contrato, acertei tudo com o meu assessor, e não pensei que isso pudesse ser uma fraude”, declarou.

Entenda o caso

A investigação contra Ancelotti teve início em março de 2024, quando as autoridades espanholas identificaram inconsistências nos impostos pagos pelo treinador durante sua primeira passagem pelo Real Madrid. O Ministério Público espanhol alega que ele omitiu mais de € 1 milhão (R$ 6,2 milhões na cotação atual) em rendimentos de direitos de imagem no período.

De acordo com a imprensa local, os valores não foram devidamente declarados no imposto de renda e estão ligados a pagamentos de 2014, visto que o Ministério Público argumenta que a evasão fiscal configura crime e justifica a solicitação de pena de prisão.

As investigações apontam que o treinador teria utilizado a empresa Vapia Limited para evitar a tributação sobre seus direitos de imagem, quando assinou contrato com o Real Madrid em julho de 2013, estabelecendo um acordo de dez anos no valor de € 25 milhões, mas, no dia seguinte, foi nomeado como representante da empresa, garantindo controle sobre os valores recebidos. Dessa forma, parte da receita ficou fora do alcance da fiscalização espanhola.

Posteriormente, Ancelotti teria alterado os termos do acordo, reduzindo o contrato de cessão de imagem para três anos e estabelecendo um valor de € 1 milhão. Parte dos pagamentos teriam sido feitos por meio de outra empresa, a Vapia LLP, o que teria resultado na omissão de rendimentos ligados à comercialização de sua imagem.

O Ministério Público sustenta que Ancelotti utilizou a empresa para se apresentar ao Real Madrid como detentor dos direitos de imagem, sem que a titularidade formal tenha sido transferida. O contrato original de 2013 estabelecia a Vapia Limited como proprietária, mas as alterações posteriores levaram à acusação de fraude fiscal, cabendo agora à Justiça espanhola julgá-lo e definir as próximas etapas do processo.

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