A Brown University e os cortes de fundos federais.
Tenho sido bombardeado com perguntas sobre as notícias divulgadas pela imprensa sobre as ameaças de cortes de fundos federais à minha alma mater, a Brown University. O primeiro alvo foi a Columbia University, depois Harvard e agora Brown. Como o New York Times é só para assinantes, vai aqui a notícia publicada no jornal diário da Brown, o Brown Daily Herald, As razões apresentadas são simplesmente ridículas e seguem as regras do costume: dar a volta à realidade e noticiar como convém, usando a linguagem que a gente do MAGA gosta e aplaude. Em 53 anos de vida na Brown, nunca vi nenhum anti-semintismo. O que sempre presenciei foi uma notoriamente larga presença de professores e alunos judeus, bem como de administradores. É assim em todas as Ivy Leagues e na maioria das grandes universidades americanas. Claro que há um grupo ativo anti-Netanyahu e pró-palestiniano, mas isso não significa anti-semitismo. De qualquer modo, no ano passado os 100 alunos (100 apenas entre 10 mil) que acamparam no Brown Green, a praça central da universidade diante do edifífico da reitoria, exigindo que a Brown retirasse os investimentos nalgumas firmas israelitas, acabaram negociando um acordo. Se se recordam, contei aqui como me reuni com cinco alunos do grupo de liderança (eram meus alunos no University Course) e como lhes recomendei calma, diálogo e busca de uma situação de compromisso (compromising em inglês é diferente, significa "ambas as partes chegarem a um acordo"). No fundo, do que se trata é de um ataque às melhores universidades acusando-as de elitismo, uma maneira de atacar a investigação científica nas áreas em que Trump não está interessado, inclusive as áreas da saúde. Se quiserem ver a reação da corporação (o órgão que supervisiona o governo da universidade, formada por gente eleita mas que não trabalha na universidade), aqui vai: https://mail.google.com/mail/u/0/#search/Brown+freedom/FMfcgzQZTzXvHcqzrPnfvfTBTHJVScXw Tal como disse há tempos, a procissão ainda vai no adro. Onésimo Teotónio de Almeida

Tenho sido bombardeado com perguntas sobre as notícias divulgadas pela imprensa sobre as ameaças de cortes de fundos federais à minha alma mater, a Brown University. O primeiro alvo foi a Columbia University, depois Harvard e agora Brown. Como o New York Times é só para assinantes, vai aqui a notícia publicada no jornal diário da Brown, o Brown Daily Herald,
As razões apresentadas são simplesmente ridículas e seguem as regras do costume: dar a volta à realidade e noticiar como convém, usando a linguagem que a gente do MAGA gosta e aplaude.
Em 53 anos de vida na Brown, nunca vi nenhum anti-semintismo. O que sempre presenciei foi uma notoriamente larga presença de professores e alunos judeus, bem como de administradores. É assim em todas as Ivy Leagues e na maioria das grandes universidades americanas. Claro que há um grupo ativo anti-Netanyahu e pró-palestiniano, mas isso não significa anti-semitismo. De qualquer modo, no ano passado os 100 alunos (100 apenas entre 10 mil) que acamparam no Brown Green, a praça central da universidade diante do edifífico da reitoria, exigindo que a Brown retirasse os investimentos nalgumas firmas israelitas, acabaram negociando um acordo. Se se recordam, contei aqui como me reuni com cinco alunos do grupo de liderança (eram meus alunos no University Course) e como lhes recomendei calma, diálogo e busca de uma situação de compromisso (compromising em inglês é diferente, significa "ambas as partes chegarem a um acordo").
No fundo, do que se trata é de um ataque às melhores universidades acusando-as de elitismo, uma maneira de atacar a investigação científica nas áreas em que Trump não está interessado, inclusive as áreas da saúde.
Se quiserem ver a reação da corporação (o órgão que supervisiona o governo da universidade, formada por gente eleita mas que não trabalha na universidade), aqui vai:
https://mail.google.com/mail/u/0/#search/Brown+freedom/FMfcgzQZTzXvHcqzrPnfvfTBTHJVScXw
Tal como disse há tempos, a procissão ainda vai no adro.
Onésimo Teotónio de Almeida