Paulo Raimundo diz “não” a trocar salários e direitos por armas
“O que está em decisão hoje é se o caminho é de mais armas até à destruição final ou se é de mais paz, mais cooperação e de não trocar salários, pensões, abonos de família e direitos por dinheiro para as armas“, disse Paulo Raimundo em entrevista, esta segunda-feira, à RTP. O secretário-geral do PCP […]


“O que está em decisão hoje é se o caminho é de mais armas até à destruição final ou se é de mais paz, mais cooperação e de não trocar salários, pensões, abonos de família e direitos por dinheiro para as armas“, disse Paulo Raimundo em entrevista, esta segunda-feira, à RTP.
O secretário-geral do PCP defendeu ainda que embora o Governo tenha “alinhado” no envio de armas para a Ucrânia, havia “várias formas” de ter mostrado a sua solidariedade com o povo ucraniano. Embora não dizendo claramente se se opunha ao envio de armas para um país em situação de guerra, Paulo Raimundo disse que o PCP não “alinha no caminho da guerra e destruição”.
“Para descalar o conflito e minimizarmos o perigo, o caminho não é com mais armas. O caminho é abrir todas as vias para desanuviar o conflito e chegar aos caminhos da paz. Isso é válido para a Ucrânia, para a Palestina e para todos os sítios onde há conflitos”, acrescentou durante a entrevista, de dez minutos, em que o único tema foi a posição comunista face à Ucrânia.
“Se todos se tivessem empenhado pela paz e não em armamento e destruição, teríamos evitado milhares de mortes e um país. E aqueles que bateram palmas de pé, o que fizeram foi condenar o povo ucraniano à morte”, afirmou.
O líder do PCP fez ainda uma comparação, afirmando que não se viu nenhuma posição idêntica – de envio de armas – por parte da União Europeia ou do Governo português para a Palestina, “para os palestinianos se defenderem”.