Líderes mundiais reagem a 'tarifaço' de Trump; veja repercussão

Dois dos principais aliados, EUA e Austrália, descartaram retaliação à cobrança extra dos EUA. Trump mostra tabela do tarifaço por país Brendan Mialowski/AFP Líderes mundiais reagiram ao anúncio desta quarta-feira (2) do presidente dos EUA, Donald Trump, de cobrar "tarifas recíprocas" de produtos que entram no mercado americano. Segundo Trump, as tarifas recíprocas serão metade das alíquotas cobradas por outros países. Além disso, os EUA imporão uma alíquota mínima de 10% aos seus parceiros comerciais, incluindo o Brasil. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O secretário de Comércio do Reino Unido, Jonathan Reynolds, disse que a resposta de Londres ao anúncio de Trump é manter a calma. "Os EUA são nossos aliados mais próximos, então nossa resposta é manter a calma e o comprometimento em fazer uma acordo, que esperamos que mitigue o impacto do que foi anunciado hoje", disse Reynolds . "Temos uma gama de ferramentas à nossa disposição e não hesitaremos em agir. Continuaremos a nos envolver com as empresas do Reino Unido, inclusive em sua avaliação do impacto de quaisquer medidas adicionais que tomarmos." Anthony Albanese, premiê da Austrália, outro aliado próximo dos EUA, disse que a decisão de Trump não é "o ato de um amigo", mas disse que seu país não vai adotar tarifas recíprocas em resposta. União Europeia A expectativa do anúncio já havia provocado reações antes mesmo do discurso do republicano na Casa Branca. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, disse na terça que a União Europeia tem um "plano forte" para retaliar as tarifas impostas por Washington. "Não queremos necessariamente retaliar. Mas se for necessário, temos um plano forte para retaliar e o usaremos", afirmou, num discurso ao Parlamento Europeu em Estrasburgo. "Nosso objetivo é uma solução negociada. Mas é claro que, se necessário, protegeremos nossos interesses, nosso povo e nossas empresas." Os EUA anunciaram uma tarifa de 20% sobre produtos europeus. Guga Chacra: Brasil não está entre os principais alvos do 'tarifaço' de Trump

Abr 2, 2025 - 23:01
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Líderes mundiais reagem a 'tarifaço' de Trump; veja repercussão

Dois dos principais aliados, EUA e Austrália, descartaram retaliação à cobrança extra dos EUA. Trump mostra tabela do tarifaço por país Brendan Mialowski/AFP Líderes mundiais reagiram ao anúncio desta quarta-feira (2) do presidente dos EUA, Donald Trump, de cobrar "tarifas recíprocas" de produtos que entram no mercado americano. Segundo Trump, as tarifas recíprocas serão metade das alíquotas cobradas por outros países. Além disso, os EUA imporão uma alíquota mínima de 10% aos seus parceiros comerciais, incluindo o Brasil. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O secretário de Comércio do Reino Unido, Jonathan Reynolds, disse que a resposta de Londres ao anúncio de Trump é manter a calma. "Os EUA são nossos aliados mais próximos, então nossa resposta é manter a calma e o comprometimento em fazer uma acordo, que esperamos que mitigue o impacto do que foi anunciado hoje", disse Reynolds . "Temos uma gama de ferramentas à nossa disposição e não hesitaremos em agir. Continuaremos a nos envolver com as empresas do Reino Unido, inclusive em sua avaliação do impacto de quaisquer medidas adicionais que tomarmos." Anthony Albanese, premiê da Austrália, outro aliado próximo dos EUA, disse que a decisão de Trump não é "o ato de um amigo", mas disse que seu país não vai adotar tarifas recíprocas em resposta. União Europeia A expectativa do anúncio já havia provocado reações antes mesmo do discurso do republicano na Casa Branca. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, disse na terça que a União Europeia tem um "plano forte" para retaliar as tarifas impostas por Washington. "Não queremos necessariamente retaliar. Mas se for necessário, temos um plano forte para retaliar e o usaremos", afirmou, num discurso ao Parlamento Europeu em Estrasburgo. "Nosso objetivo é uma solução negociada. Mas é claro que, se necessário, protegeremos nossos interesses, nosso povo e nossas empresas." Os EUA anunciaram uma tarifa de 20% sobre produtos europeus. Guga Chacra: Brasil não está entre os principais alvos do 'tarifaço' de Trump