Jornalista Wanda Chase é velada sob forte comoção em Salvador

Velório acontece no Cemitério Campo Santo, nesta sexta-feira (4). Em seguida, apenas a família se reunirá para uma cerimônia de cremação. Wanda Chase foi velada, nesta sexta-feira (4), sob forte comoção, em Salvador Alan Oliveira/g1 A jornalista e apresentadora Wanda Chase, que não resistiu após passar por uma cirurgia de aneurisma dissecante da aorta, foi velada, nesta sexta-feira (4), sob forte comoção, em Salvador. A cerimônia reuniu familiares, que saíram do Amazonas, terra natal de Wanda, além de amigos e pessoas que admiravam o trabalho da jornalista. Integrantes de grupos afros compareceram ao velório para homenagear a apresentadora, que ganhou destaque pela militância negra que desenvolvia na Bahia, como as bandas Olodum e Didá e o bloco afro Ilê Aiyê, que tocaram em homenagem à ela. Quem esteve presente no velório de Wanda Chase foi o secretário de Cultura do Estado, Bruno Monteiro. Em entrevista a profissionais da imprensa, ele destacou o trabalho da jornalista para a cultura do estado. Ele contou que conheceu a jornalista no início dos anos 2000, quando vinha à Bahia para curtir o Carnaval. "Eu via o carinho dos artistas com ela, toda vez que passavam na frente de onde ela estava, fazia uma referência. Depois como jornalista, a conhecer aquela figura e para nós, obviamente, fica um vazio muito grande. Eu falo aqui enquanto jornalista, mas enquanto também secretário de ultura, mas fica também um aprendizado muito grande de dar essa convivência, de ter bebido um pouco na fontes da generosidade de Wanda Chase", disse o secretário de cultura Bruno Monteiro. A cantora Claudia Leitte, a deputada estadual Olívia Santana (PCdoB), o jornalista Casemiro Neto e instituições enviaram coroas de flores para homenagear Wanda Chase. Secretário de Cultura do Estado, Bruno Monteiro, na despedida de Wanda Chase Alan Oliveira/g1 Antônio Carlos Vovô, popularmente conhecido como "Vovô do Ilê", presidente do bloco afro Ilê Aiyê, também marcou presença na despedida da jornalista. Ao g1, ele destacou o ativismo de Wanda no movimento negro. "A gente vem aqui trazer os tambores, que [ela] sempre foi muito ligada com os tambores dos blocos afro. Sempre divulgou, propagou nossa cultura. Então, com isso que está aqui, representantes de algumas organizações, essa revolução dos tambores para fazer essa última homenagem a ela", falou Vovô. Integrantes das bandas Olodum e Didá e o bloco afro Ilê Aiyê, no velório de Wanda Chase Alan Oliveira/g1 Lazinho Araújo, cantor e fundador da banda Olodum, que Wanda foi assessora de comunicação, falou, em entrevista ao g1, sobre a relação da apresentadora com Salvador, onde ela morava desde 1991. "Aqui [em Salvador] ela se sentiu acolhida, formou residência e ganhou título de cidadã soteropolitana. Ia ganhar o de baiana, mas soube que o Governo do Estado vai dar os familiares, que eu acho justo, porque é uma forma de agradecer a uma mulher negra, baixinha só no tamanho, mas gigante na consciência e nas ideias", afirmou Lazinho. Carlinhos Brown, grande amigo de Wanda, destacou o legado que ela deixa para o movimento negro e para a comunicação. "Ela não apenas avivou para todos o desejo de que nós precisávamos não serem visíveis em uma cidade na qual são os protagonistas, mas ela ativou também um desejo de que a gente podia se unir, de que a cidade podia se unir em torno da cultura baiana", disse Brown. Clarindo Silva, Tito Chase, sobrinho de Wanda, Carlinhos Brown e o Vovô do Ilê foram algumas das pessoas que seguraram o caixão com o corpo de Wanda Chase em direção à cerimônia de cremação, enquanto integrantes das bandas Olodum e Didá e o bloco afro Ilê Aiyê tocavam e cantavam. Em seguida, começou a cerimônia de cremação, restrita a familiares. Cerimônia da cremação do corpo de Wanda Chase foi restrita a familiares Alan Oliveira/g1 Entenda o que é aneurisma da aorta A jornalista Wanda Chase morreu na madrugada de quinta-feira (3), ao passar por uma cirurgia de aneurisma dissecante da aorta, no Hospital Teresa de Lisieux, em Salvador. De acordo com o médico cardiologista e ecocardiografista Paulo Roberto Souza, o aneurisma acontece quando há uma dilatação anormal de algum vaso arterial e a camada da aorta se rompe. A aorta é a maior artéria do corpo humano, responsável por transportar sangue rico em oxigênio do coração para todo o corpo. O rompimento da aorta é a consequência mais grave do aneurisma. Conforme explicou o médico, o diagnóstico da doença pode ser dado, por exemplo, através de um ecocardiograma, durante um check-up. No entanto, os casos mais comuns são de pacientes que sentem fortes dores no abdômen ou na região do tórax e precisam dar entrada imediatamente em unidades de saúde. "Para poder entender melhor, é como se nossos vasos sanguíneos tivessem camadas e, quando há a dissecção, cada uma começasse a se soltar uma da outra. É uma emergência médica das mais fatais, não só da cardiologia, como de toda a medicina. A dissecção da aorta do tórax é um tipo mais grav

Abr 4, 2025 - 20:42
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Jornalista Wanda Chase é velada sob forte comoção em Salvador

Velório acontece no Cemitério Campo Santo, nesta sexta-feira (4). Em seguida, apenas a família se reunirá para uma cerimônia de cremação. Wanda Chase foi velada, nesta sexta-feira (4), sob forte comoção, em Salvador Alan Oliveira/g1 A jornalista e apresentadora Wanda Chase, que não resistiu após passar por uma cirurgia de aneurisma dissecante da aorta, foi velada, nesta sexta-feira (4), sob forte comoção, em Salvador. A cerimônia reuniu familiares, que saíram do Amazonas, terra natal de Wanda, além de amigos e pessoas que admiravam o trabalho da jornalista. Integrantes de grupos afros compareceram ao velório para homenagear a apresentadora, que ganhou destaque pela militância negra que desenvolvia na Bahia, como as bandas Olodum e Didá e o bloco afro Ilê Aiyê, que tocaram em homenagem à ela. Quem esteve presente no velório de Wanda Chase foi o secretário de Cultura do Estado, Bruno Monteiro. Em entrevista a profissionais da imprensa, ele destacou o trabalho da jornalista para a cultura do estado. Ele contou que conheceu a jornalista no início dos anos 2000, quando vinha à Bahia para curtir o Carnaval. "Eu via o carinho dos artistas com ela, toda vez que passavam na frente de onde ela estava, fazia uma referência. Depois como jornalista, a conhecer aquela figura e para nós, obviamente, fica um vazio muito grande. Eu falo aqui enquanto jornalista, mas enquanto também secretário de ultura, mas fica também um aprendizado muito grande de dar essa convivência, de ter bebido um pouco na fontes da generosidade de Wanda Chase", disse o secretário de cultura Bruno Monteiro. A cantora Claudia Leitte, a deputada estadual Olívia Santana (PCdoB), o jornalista Casemiro Neto e instituições enviaram coroas de flores para homenagear Wanda Chase. Secretário de Cultura do Estado, Bruno Monteiro, na despedida de Wanda Chase Alan Oliveira/g1 Antônio Carlos Vovô, popularmente conhecido como "Vovô do Ilê", presidente do bloco afro Ilê Aiyê, também marcou presença na despedida da jornalista. Ao g1, ele destacou o ativismo de Wanda no movimento negro. "A gente vem aqui trazer os tambores, que [ela] sempre foi muito ligada com os tambores dos blocos afro. Sempre divulgou, propagou nossa cultura. Então, com isso que está aqui, representantes de algumas organizações, essa revolução dos tambores para fazer essa última homenagem a ela", falou Vovô. Integrantes das bandas Olodum e Didá e o bloco afro Ilê Aiyê, no velório de Wanda Chase Alan Oliveira/g1 Lazinho Araújo, cantor e fundador da banda Olodum, que Wanda foi assessora de comunicação, falou, em entrevista ao g1, sobre a relação da apresentadora com Salvador, onde ela morava desde 1991. "Aqui [em Salvador] ela se sentiu acolhida, formou residência e ganhou título de cidadã soteropolitana. Ia ganhar o de baiana, mas soube que o Governo do Estado vai dar os familiares, que eu acho justo, porque é uma forma de agradecer a uma mulher negra, baixinha só no tamanho, mas gigante na consciência e nas ideias", afirmou Lazinho. Carlinhos Brown, grande amigo de Wanda, destacou o legado que ela deixa para o movimento negro e para a comunicação. "Ela não apenas avivou para todos o desejo de que nós precisávamos não serem visíveis em uma cidade na qual são os protagonistas, mas ela ativou também um desejo de que a gente podia se unir, de que a cidade podia se unir em torno da cultura baiana", disse Brown. Clarindo Silva, Tito Chase, sobrinho de Wanda, Carlinhos Brown e o Vovô do Ilê foram algumas das pessoas que seguraram o caixão com o corpo de Wanda Chase em direção à cerimônia de cremação, enquanto integrantes das bandas Olodum e Didá e o bloco afro Ilê Aiyê tocavam e cantavam. Em seguida, começou a cerimônia de cremação, restrita a familiares. Cerimônia da cremação do corpo de Wanda Chase foi restrita a familiares Alan Oliveira/g1 Entenda o que é aneurisma da aorta A jornalista Wanda Chase morreu na madrugada de quinta-feira (3), ao passar por uma cirurgia de aneurisma dissecante da aorta, no Hospital Teresa de Lisieux, em Salvador. De acordo com o médico cardiologista e ecocardiografista Paulo Roberto Souza, o aneurisma acontece quando há uma dilatação anormal de algum vaso arterial e a camada da aorta se rompe. A aorta é a maior artéria do corpo humano, responsável por transportar sangue rico em oxigênio do coração para todo o corpo. O rompimento da aorta é a consequência mais grave do aneurisma. Conforme explicou o médico, o diagnóstico da doença pode ser dado, por exemplo, através de um ecocardiograma, durante um check-up. No entanto, os casos mais comuns são de pacientes que sentem fortes dores no abdômen ou na região do tórax e precisam dar entrada imediatamente em unidades de saúde. "Para poder entender melhor, é como se nossos vasos sanguíneos tivessem camadas e, quando há a dissecção, cada uma começasse a se soltar uma da outra. É uma emergência médica das mais fatais, não só da cardiologia, como de toda a medicina. A dissecção da aorta do tórax é um tipo mais grave", destacou o médico. Segundo o cardiologista, quando o paciente é diagnosticado, deve realizar procedimento cirúrgico com urgência. A cirurgia endovascular, que é um procedimento menos invasivo, é feita na sala de hemodinâmica, quando o cirurgião, através de um acesso, geralmente pela parte femoral [segunda maior artéria do organismo, fica na região da coxa], coloca uma prótese na aorta, para reestabelecer o funcionamento do fluxo sanguíneo. O especialista aponta que pessoas que possuem hipertensão, tabagistas, com alteração na válvula aórtica ou doenças genéticas fazem parte do grupo de risco para desenvolvimento do aneurisma de aorta. "Se o paciente tem alguma doença ou faz o check-up regularmente, muitas vezes o médico consegue detectar uma dilatação da aorta de forma precoce e pode realizar uma cirurgia eletiva antes que venha a ter a dissecção da aorta", destacou o cardiologista. Saiba quem era Wanda Chase Wanda Chase: com mais de 45 prêmios, jornalista morreu prestes a receber Título Wanda Chase se mudou para a Bahia em 1991 e trabalhou por 27 anos na TV Bahia, onde se consolidou como comunicadora e ativista do movimento negro. Ela também trabalhou em veículos de comunicação como Rede Manchete, TV Cabo Branco e Rede Globo Nordeste. Também foi assessora de imprensa da banda Olodum. Por meio de nota, o grupo lamentou a morte da jornalista. "A família Olodum lamenta profundamente a passagem de Wanda Chase, jornalista, mulher negra, militante do movimento negro e conselheira do Olodum. Nossos sentimentos à familiares e amigos nesse momento de pesar.