Por que sentimos calafrios? Nome técnico dos arrepios na pele é piloereção

Ouvir uma música empolgante, ver um plot-twist em uma série ou filme, ter um cubo de gelo esfregado na nuca — todas essas atividades têm algo em comum, gerar um arrepio nos seres humanos. Por que sentimos calafrios? Tudo indica que o comportamento é vestigial, mas a reação sensorial ganhou novos traços ao longo da evolução humana. 7 curiosidades sobre o corpo humano que você provavelmente não sabia Por que nossas pernas tremem depois do sexo? Pesquisas indicam que a reação remonta à época em que nossos ancestrais eram hirsutos, ou seja, bem peludos. Imagine um gato arrepiado quando se sente assustado: o truque os faz parecerem maiores e mais assustadores, espantando possíveis predadores. Assim como nossos parentes mais próximos, os chimpanzés, também usávamos a técnica. Arrepios na atualidade Os arrepios, de nome técnico piloereção, perderam sua função junto aos numerosos pelos nos humanos, deixando a reação menos óbvia. Biologicamente, o efeito vem de um gatilho no sistema nervoso simpático, que coordena e regula as funções involuntárias do corpo. Ele comanda pequenos músculos lisos, eretores do pelo, a ficarem em pé — algumas pessoas conseguem até controlar essa reação. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- As piloereções, nome técnico dos arrepios, eram usadas para afastar predadores devido a uma impressão de mudança de tamanho — atualmente, o processo ajuda pelos a crescer e está ligado a emoções em algumas pessoas (Imagem: KinoMaster/Envato) Um estudo de 2020 analisou esse sistema em alta resolução e descobriu que as fibras nervosas simpáticas ficam enroladas como uma fita ao redor das células-tronco dos folículos capilares, responsáveis por produzir pelos. Em longos períodos de frio, a atividade nervosa aumenta e faz com que essas células regenerem os folículos capilares e cresçam novos pelos. A autora da pesquisa, Yulia Shwartz, afirma que os calafrios seriam, então, uma maneira rápida de aliviar o frio, mas, quando ele é duradouro, as células-tronco usam o mecanismo para saber que é hora de crescer uma nova cobertura capilar. Se durante a introdução da matéria você não se identificou com os arrepios na pele causados pela música, no entanto, não se preocupe: isso não acontece com todas as pessoas. Uma pesquisa de 2016 descobriu que indivíduos suscetíveis a calafrios quando imaginam algo ou ouvem música possuem um cérebro único, com mais fibras conectando o córtex auditivo a áreas cerebrais associadas ao processamento de emoções. O comportamento pode ser vestigial, mas revela conexões interessantes do cérebro — e, no futuro, podem ajudar a ciência a resolver problemas como a queda de cabelo, curar queimaduras e até alguns cânceres de maneira mais eficiente. Leia também: O que acontece com o corpo após levar um choque elétrico? Por que temos espasmos durante o sono? O que são sonhos febris e por que eles acontecem? VÍDEO: 10 mitos sobre o corpo humano [Top Tech]   Leia a matéria no Canaltech.

Abr 1, 2025 - 23:34
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Por que sentimos calafrios? Nome técnico dos arrepios na pele é piloereção

Ouvir uma música empolgante, ver um plot-twist em uma série ou filme, ter um cubo de gelo esfregado na nuca — todas essas atividades têm algo em comum, gerar um arrepio nos seres humanos. Por que sentimos calafrios? Tudo indica que o comportamento é vestigial, mas a reação sensorial ganhou novos traços ao longo da evolução humana.

Pesquisas indicam que a reação remonta à época em que nossos ancestrais eram hirsutos, ou seja, bem peludos. Imagine um gato arrepiado quando se sente assustado: o truque os faz parecerem maiores e mais assustadores, espantando possíveis predadores. Assim como nossos parentes mais próximos, os chimpanzés, também usávamos a técnica.

Arrepios na atualidade

Os arrepios, de nome técnico piloereção, perderam sua função junto aos numerosos pelos nos humanos, deixando a reação menos óbvia. Biologicamente, o efeito vem de um gatilho no sistema nervoso simpático, que coordena e regula as funções involuntárias do corpo. Ele comanda pequenos músculos lisos, eretores do pelo, a ficarem em pé — algumas pessoas conseguem até controlar essa reação.

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As piloereções, nome técnico dos arrepios, eram usadas para afastar predadores devido a uma impressão de mudança de tamanho — atualmente, o processo ajuda pelos a crescer e está ligado a emoções em algumas pessoas (Imagem:  KinoMaster/Envato)
As piloereções, nome técnico dos arrepios, eram usadas para afastar predadores devido a uma impressão de mudança de tamanho — atualmente, o processo ajuda pelos a crescer e está ligado a emoções em algumas pessoas (Imagem: KinoMaster/Envato)

Um estudo de 2020 analisou esse sistema em alta resolução e descobriu que as fibras nervosas simpáticas ficam enroladas como uma fita ao redor das células-tronco dos folículos capilares, responsáveis por produzir pelos. Em longos períodos de frio, a atividade nervosa aumenta e faz com que essas células regenerem os folículos capilares e cresçam novos pelos.

A autora da pesquisa, Yulia Shwartz, afirma que os calafrios seriam, então, uma maneira rápida de aliviar o frio, mas, quando ele é duradouro, as células-tronco usam o mecanismo para saber que é hora de crescer uma nova cobertura capilar.

Se durante a introdução da matéria você não se identificou com os arrepios na pele causados pela música, no entanto, não se preocupe: isso não acontece com todas as pessoas.

Uma pesquisa de 2016 descobriu que indivíduos suscetíveis a calafrios quando imaginam algo ou ouvem música possuem um cérebro único, com mais fibras conectando o córtex auditivo a áreas cerebrais associadas ao processamento de emoções.

O comportamento pode ser vestigial, mas revela conexões interessantes do cérebro — e, no futuro, podem ajudar a ciência a resolver problemas como a queda de cabelo, curar queimaduras e até alguns cânceres de maneira mais eficiente.

Leia também:

VÍDEO: 10 mitos sobre o corpo humano [Top Tech]

 

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