Por que 3 grandes países foram deixados de fora da longa lista de tarifas do ‘Dia da Libertação’ de Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no dia 2 de abril uma extensa lista de novas tarifas comerciais… Esse Por que 3 grandes países foram deixados de fora da longa lista de tarifas do ‘Dia da Libertação’ de Donald Trump foi publicado primeiro no Misterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.

Abr 3, 2025 - 19:31
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Por que 3 grandes países foram deixados de fora da longa lista de tarifas do ‘Dia da Libertação’ de Donald Trump
Por que 3 grandes países foram deixados de fora da longa lista de tarifas do 'Dia da Libertação' de Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no dia 2 de abril uma extensa lista de novas tarifas comerciais que serão aplicadas contra dezenas de países ao redor do mundo. Em um pronunciamento que atraiu a atenção global, Trump exibiu placas com nomes de países e as respectivas tarifas que os Estados Unidos passarão a cobrar, alegando reequilibrar relações comerciais consideradas injustas. No entanto, três grandes países chamaram atenção justamente por estarem fora dessa lista: Rússia, Canadá e México.

A ausência da Rússia surpreendeu especialmente por conta das tensões entre os dois países, ligadas diretamente ao conflito na Ucrânia, que já ultrapassou três anos. Trump demonstrou publicamente insatisfação com o presidente russo Vladimir Putin, especialmente após a Rússia rejeitar recentes tentativas americanas de negociação para um cessar-fogo no conflito ucraniano. Apesar disso, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, esclareceu que Rússia e Belarus já estão fortemente sancionadas e não mantêm comércio significativo com os Estados Unidos, o que justifica a ausência dessas nações na nova rodada de tarifas.

Canadá e México, por outro lado, são casos especiais. Ambos os países são parceiros diretos dos Estados Unidos no tratado comercial conhecido como CUSMA (sigla em inglês para Acordo Canadá-Estados Unidos-México). Esse tratado substituiu o antigo NAFTA e já prevê diversas tarifas, como 25% sobre produtos automotivos e sobre aço e alumínio, aplicadas diretamente contra o Canadá. Além disso, produtos energéticos e potássio canadenses que não cumprem as regras do tratado sofrem tarifas adicionais de 10%. Isso explica a ausência do Canadá da nova lista anunciada.

Já o México vive situação semelhante. Assim como o Canadá, já enfrenta tarifas impostas pelos EUA, especialmente em setores estratégicos como o automotivo e aço. Contudo, novas tarifas generalizadas não foram anunciadas, mantendo o país fora da nova lista revelada por Trump. Vale lembrar que o presidente americano frequentemente acusa México e Canadá de não fazerem o suficiente para conter o fluxo migratório e o tráfico de drogas, especialmente o fentanyl, substância que tem causado uma crise de saúde pública nos Estados Unidos.´

Trump anunciou uma onda abrangente de tarifas, embora alguns países não estivessem na lista

Trump anunciou uma onda abrangente de tarifas, embora alguns países não estivessem na lista

Por outro lado, a lista divulgada pelo presidente americano inclui uma série de outros países importantes, com tarifas consideráveis. A China enfrenta um aumento significativo com taxas combinadas que podem chegar a 54%, enquanto Vietnã e Camboja recebem algumas das mais altas taxas anunciadas, com 46% e 49%, respectivamente. O Brasil, embora presente, possui uma tarifa comparativamente baixa, fixada em 10%, alinhado com outros países sul-americanos como Argentina, Peru, e Colômbia.

Além disso, países europeus não escaparam: a União Europeia enfrentará uma tarifa de 20%, enquanto Suíça (31%), Noruega (15%) e Reino Unido (10%) também aparecem na lista. Países asiáticos importantes como Índia, Japão e Coreia do Sul enfrentam taxas que variam entre 24% e 26%, impactando diretamente relações comerciais estratégicas em diversas áreas, como tecnologia e automóveis.

A iniciativa tarifária de Trump inclui também países com relações comerciais menores ou quase inexistentes com os Estados Unidos, revelando a amplitude do alcance dessa política. Até mesmo territórios desabitados foram mencionados, como é o caso das ilhas Heard e McDonald, com taxas simbólicas de 10%.

As decisões econômicas de Trump têm gerado intensas discussões entre economistas, políticos e líderes empresariais sobre os possíveis impactos comerciais e diplomáticos globais.

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