PF e CGU deflagram 3ª fase de operação que mira esquema bilionário de fraude em licitações
Operação Overclean busca desarticular organização criminosa responsável por corrupção, desvios de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Agentes cumprem mandados em quatro estados

A terceira fase da Operação Overclean foi deflagrada nesta quinta-feira (3/4) pela Controladoria-Geral da União (CGU) e Polícia Federal (PF). O objetivo é desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.
De acordo com as investigações, a organização direcionava recursos públicos provenientes de emendas parlamentares e convênios para empresas e indivíduos ligados a administrações municipais, utilizando superfaturamento de obras e desvios financeiros, atingindo, sobretudo, órgãos públicos.
Estão sendo cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, além de uma ordem de afastamento cautelar de um servidor público, nas cidades de Salvador (BA), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Aracaju (SE), expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Estima-se que os criminosos movimentaram aproximadamente R$ 1,4 bilhão em contratos fraudulentos e obras superfaturadas.
A CGU, por meio da Ouvidoria-Geral da União (OGU), mantém a plataforma Fala.BR para o recebimento de denúncias. Quem tiver informações sobre esta operação ou sobre quaisquer outras irregularidades, pode enviá-las por meio de formulário eletrônico. A denúncia pode ser anônima, para isso, basta escolher a opção “Não identificado”.
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O cadastro deve seguir, ainda, as seguintes orientações: No campo “Sobre qual assunto você quer falar”, basta marcar a opção “Operações CGU”; e no campo “Fale aqui”, coloque o nome da operação e a unidade da Federação na qual ela foi deflagrada.
Operação Overclean
Iniciada em 2023, a segunda fase da Operação ocorreu em dezembro do ano passado. De acordo com a PF, o esquema contava com o apoio de policiais, que repassavam informações sensíveis à organização criminosa, como a identificação de agentes federais envolvidos em diligências sigilosas. As investigações tiveram o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal.