Mãe de Emicida e Fióti rompe o silêncio e sai em defesa do filho mais novo: “Sua dor é nossa dor”
Dona Jacira critica acusações que colocaram Fióti como réu de calúnia na disputa com o irmão pelo controle do Laboratório Fantasma


Declaração pública em meio à disputa familiar
Dona Jacira, mãe dos rappers Emicida e Fióti, publicou uma manifestação nas redes sociais nesta semana em apoio ao filho mais novo, que enfrenta uma batalha judicial com o irmão pelo controle do Laboratório Fantasma.
“Fióti, sua dor é nossa dor”, escreveu a matriarca em seu perfil no Instagram. Na mensagem, ela afirmou que a acusação de calúnia “calou fundo no coração da minha família” e pediu o restabelecimento da harmonia: “Só quem vive, come, dorme, acorda e luta com um homem bom, pode reconhecê-lo como tal. A palavra maldita calou fundo no coração da minha família. E no coração dos nossos homens bons. Sem chance de defesa, fizeram-no réu”.
Ela também repudiou as acusações públicas: “Porém eu, dona Jacira, digo que a maldição lançada em forma de calúnia deve ser retirada. Pela boca que a lançou. Antes que seja tarde”.
A acusação e a reação judicial
A relação entre os irmãos chegou ao fim em meio a esta disputa milionária envolvendo a Laboratório Fantasma, produtora criada pelos dois em 2010. Desde janeiro, os dois passaram a expor divergências de forma crescente. O portal UOL teve acesso a um processo civil que tramita na 2ª Vara de Empresarial e Conflitos de Arbitragem de São Paulo com acusações mútuas, incluindo a denúncia de Emicida de desvio de R$ 6 milhões da empresa, o que teria motivado o cancelamento de uma procuração que dava ao irmão poderes administrativos.
A crise ganhou visibilidade no último dia 28 de março, quando Emicida anunciou nas redes sociais que o irmão não representa mais seus interesses profissionais. Após perder acesso às contas, Fióti acionou a Justiça.
Segundo a decisão mais recente, o pedido de tutela de urgência apresentado por Fióti foi negado. O juiz considerou que, mesmo após um acordo entre os irmãos para realizar a separação da sociedade, ainda prevalece o contrato social da empresa, que garante a Emicida 90% das cotas e o reconhece como único sócio e administrador.
Fióti, por sua vez, sustenta que a gestão sempre foi compartilhada e que os dois mantinham conhecimento mútuo sobre os fluxos financeiros da empresa, conforme acordo assinado em dezembro de 2024.
Fióti nega irregularidades
A defesa de Fióti afirma que as transferências contestadas dizem respeito a retiradas de lucros a que ele tinha direito e que foram devidamente comunicadas a Emicida por e-mail. O irmão mais novo sustenta que a acusação “é falsa e inverte os fatos”, e afirma que o próprio processo comprova que Emicida recebeu valores ainda maiores, incluindo distribuições de lucros.
Os advogados de Fióti também apresentaram uma mensagem enviada à presidência da empresa, na qual ele comunica a distribuição de R$ 2 milhões em lucros para os dois irmãos. A defesa argumenta ainda que, apesar da composição societária formal, as empresas do grupo sempre tiveram como objetivo a divisão igualitária dos lucros entre os sócios.
O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes envolvidas no caso, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.