FMI confirma que Argentina pediu empréstimo de 20 mil milhões de dólares

O Fundo Monetário Internacional (FMI) confirmou esta sexta-feira que o governo argentino tinha solicitado um empréstimo de 20 mil milhões de dólares, para um período de quatro anos. “Podemos confirmar que a diretora-geral teve um telefonema com o ministro (da Economia argentino, Luis) Caputo para discutir as próximas etapas de um novo programa de quatro […]

Mar 29, 2025 - 15:42
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FMI confirma que Argentina pediu empréstimo de 20 mil milhões de dólares

O Fundo Monetário Internacional (FMI) confirmou esta sexta-feira que o governo argentino tinha solicitado um empréstimo de 20 mil milhões de dólares, para um período de quatro anos.

Podemos confirmar que a diretora-geral teve um telefonema com o ministro (da Economia argentino, Luis) Caputo para discutir as próximas etapas de um novo programa de quatro anos e que as autoridades argentinas solicitaram um financiamento total de 20 mil milhões de dólares”, indicou um porta-voz da instituição financeira, baseada em Washington, adiantando que as negociações estavam “muito avançadas”, mas que qualquer acordo teria de ser aprovado pelo conselho do Fundo.

O objetivo do governo argentino é reforçar as reservas em divisas, em contexto de forte pressão sobre a taxa de câmbio do peso, que na semana passada causou uma perda reservas superior a 1,2 mil milhões de divisa argentina. Na quinta-feira, o ministro Caputo disse que o empréstimo não tinha o objetivo de “financiar despesas, mas recapitalizar os ativos do banco central”.

O FMI e a Argentina começaram as negociações para um novo financiamento, uma vez que o existente, negociado em 2022, acabou no final de 2024. O programa agora negociado visa refinanciar a dívida argentina, para ajudar a reembolsar um empréstimo datado de 2018. Em 19 de março, o parlamento aprovou a conclusão do acordo, considerado necessário pelo governo argentino para evitar a bancarrota do país.

Em 15 meses de presidência Javier Millei, as contas públicas foram reequilibradas à custa de uma política orçamental de austeridade drástica, com um forte custo social. A inflação anual passou de 211% no final de 2023 para 66% atualmente. A Argentina é o maior devedor do FMI.