É possível reconhecer sinais de autismo em um bebê? Sim! Especialistas explicam o que devemos observar

Muito se fala sobre diagnósticos tardios de autismo. Há casos em que a pessoa chega até a meia idade sem sequer desconfiar que tenha o transtorno, apesar de sentir-se diferente dos demais. No entanto, o que poucos sabem é que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode se manifestar ainda em bebês, e reconhecer esses […]

Abr 2, 2025 - 14:00
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É possível reconhecer sinais de autismo em um bebê? Sim! Especialistas explicam o que devemos observar

Muito se fala sobre diagnósticos tardios de autismo. Há casos em que a pessoa chega até a meia idade sem sequer desconfiar que tenha o transtorno, apesar de sentir-se diferente dos demais. No entanto, o que poucos sabem é que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode se manifestar ainda em bebês, e reconhecer esses sinais nos primeiros meses de vida ajuda a garantir um acompanhamento especializado.

Os sinais de autismo em bebês podem variar de intensidade, e aparecer em diferentes momentos do desenvolvimento. No entanto, há comportamentos específicos que podem indicar a necessidade de uma avaliação profissional. Alguns bebês podem ter um atraso na aquisição de habilidades motoras, enquanto outros podem ter dificuldades iniciais de comunicação. Alguns ainda apresentam atrasos no balbucio ou na expressão de sons comuns para a idade.

De acordo com o psicólogo especialista em TEA e sócio-diretor da Academia do Autismo, Dr. Fábio Coelho, alguns estudos sugerem que sinais de autismo podem ser detectados já a partir dos 3 meses de idade. No entanto, é mais comum que esses sinais se tornem mais evidentes entre 12 e 24 meses. 

Segundo o especialista, normalmente, os pais e cuidadores próximos são os primeiros a notarem os sinais do espectro, uma vez que convivem diariamente com a criança e podem observar comportamentos atípicos em comparação com outras crianças da mesma idade. 

“Tipicamente, os bebês desenvolvem o contato visual como uma forma de interação social primária. Além disso, eles começam a reconhecer e responder a sons familiares, seja virando a cabeça, demonstrando curiosidade, ou se assustando. A ausência ou a raridade disso pode indicar dificuldades em estabelecer laços, demonstrando que ele não está engajando da maneira esperada”, diz o especialista.