Ainda é cedo para mercado reagir às eleições presidenciais de 2026, diz JPMorgan

Para equipe de estratégia do JPMorgan, eleição é um evento crucial, mas há vários fatores que devem ser levados em conta até chegar aos momentos mais importantes The post Ainda é cedo para mercado reagir às eleições presidenciais de 2026, diz JPMorgan appeared first on InfoMoney.

Fev 17, 2025 - 15:27
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Ainda é cedo para mercado reagir às eleições presidenciais de 2026, diz JPMorgan

No fim de 2024, já havia sinais de que o noticiário sobre eleições presidenciais – que só ocorrerão em 2026 – poderia ganhar mais força e impactar o mercado.

Um grande sinal foi dado na última sexta-feira (14), quando o Ibovespa e o real saltaram também por uma pesquisa Datafolha que mostrou queda de popularidade do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sinalizou alguns ares de mudança política.

Conforme aponta a equipe de estratégia do JPMorgan, liderada por Emy Shayo, as eleições são eventos cruciais que moldam os mercados. Para os estrategistas, a pesquisa recente indicando uma queda na popularidade do atual presidente acabou por levantar questões sobre uma possível mudança de governo nas eleições de 2026, o que também gerou um sentimento de “medo de perder” (FOMO) entre investidores, que estão cada vez mais interessados em ativos brasileiros, especialmente em um cenário de queda de aprovação do governo.

No entanto, o JPMorgan alerta que ainda é cedo para reagir às eleições, devido a um alto custo de oportunidade, já que instrumentos de renda fixa oferecem retornos atrativos. A economia brasileira enfrenta desaceleração e inflação crescente, e a história mostra que os mercados de ações geralmente não se comportam bem durante ciclos de aumento de juros (que é o que ocorre no momento).

A análise também ressalta que medidas populistas podem prejudicar a economia, mas, paradoxalmente, um ambiente econômico ruim pode levar a uma mudança de regime. Se a situação econômica melhorar nos próximos meses, isso poderia beneficiar o governo atual.

Além disso, o impacto das eleições de outubro de 2026 nos mercados é difícil de quantificar, mas a análise histórica sugere que o mercado tende a se desvalorizar nos seis meses que antecedem a eleição, seguido por uma recuperação significativa no mês da votação. A exceção notável foi o impeachment da ex-presidente Dilma em 2016, quando o mercado se destacou antes, durante e após o processo de impeachment.

As pesquisas recentes mostram que a rejeição ao presidente Lula está aumentando, com uma pesquisa do Datafolha indicando que a taxa de rejeição supera a de aprovação. Apesar disso, segundo a pesquisa da Quaest, Lula ainda venceria qualquer candidato nas eleições se fossem realizadas hoje, embora um número crescente de eleitores acredite que ele não deveria buscar a reeleição.

(com auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial)

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