Primeiro-ministro britânico quer “Adolescência” em escolas para discutir impacto das redes sociais

Keir Starmer elogiou a série da Netflix após assistir com seus filhos e receber criadores em seu gabinete oficial

Mar 31, 2025 - 22:29
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Primeiro-ministro britânico quer “Adolescência” em escolas para discutir impacto das redes sociais

Produção lidera audiência na TV do Reino Unido e será exibida gratuitamente em escolas

O primeiro-ministro britânico Keir Starmer recebeu nesta segunda-feira (31/3) os criadores da série “Adolescência”, da Netflix, em seu gabinete oficial em Downing Street. A produção, que acompanha a acusação de assassinato contra um garoto de 13 anos e discute a influência de redes sociais e influenciadores digitais da extrema direita, será disponibilizada gratuitamente em escolas do Reino Unido.

“Como pai, assistindo a essa série com meu filho e minha filha adolescentes, posso dizer que ela me tocou com força”, declarou Starmer, ao lado do coautor Jack Thorne, de representantes de instituições de caridade e de jovens presentes na reunião. Ele destacou a importância de promover conversas sobre os conteúdos acessados por adolescentes e como isso impacta sua visão de mundo e seus relacionamentos.

Drama já é recordista de audiência na TV britânica

Exibida em quatro episódios, “Adolescência” entrou para a história da televisão do Reino Unido ao se tornar a primeira série de streaming a liderar o ranking semanal de audiência televisiva, com 6,5 milhões de espectadores no episódio de estreia e 5,9 milhões no segundo, entre os dias 10 e 16 de março.

A série foi filmada em plano-sequência e acompanha o drama de uma família devastada após o filho mais novo ser acusado do assassinato de uma colega. A trama escancara o papel de discursos misóginos, da cultura incel e da masculinidade tóxica na formação de adolescentes online.

“Criamos esta série para provocar uma conversa”, diz criador

Jack Thorne, que também defende que crianças não recebam smartphones antes dos 14 anos, afirmou que a proposta da série é gerar reflexão coletiva. “Esperamos que os professores conversem com os alunos, mas o que realmente esperamos é que os alunos conversem entre si”, declarou.