Preta Gil buscará tratamento fora do Brasil: “Aqui a gente já fez tudo que podia”
Cantora emocionou o público ao falar de sua luta contra o câncer durante participação no “Domingão com Huck”


Discurso de força e esperança
Preta Gil fez uma participação especial no “Domingão com Huck” deste domingo (30/3), onde emocionou o público ao cantar os clássicos “Brasil” e “Sinais de Fogo”, além de falar sobre sua saúde e o tratamento contra o câncer no intestino, diagnosticado em 2023.
Durante a atração da Globo, a cantora foi elogiada por Luciano Huck, que destacou sua postura diante da doença. “Você está dando uma lição de vida para muita gente que está enfrentando o câncer. Você virou farolete, luz, de que dá para enfrentar com um sorriso, força, mesmo quando tudo parece estar muito escuro. Vou falar um palavrão. Você é f***, Preta. Que bom que está aqui”, disse o apresentador.
Próxima etapa do tratamento
Visivelmente emocionada, Preta Gil respondeu com um discurso de gratidão e fé. “Obrigada. Só gratidão de poder estar passando pelo que estou passando, que não é fácil, com apoio da minha família, dos amigos, dos médicos, podendo me tratar com dignidade.”
Ela revelou que vai buscar tratamento fora do país, após esgotar as possibilidades no Brasil. “Agora entro numa fase difícil, complicada. Porque aqui no Brasil a gente já fez tudo que podia. Agora as minhas chances de cura estão fora do Brasil, é para lá que eu vou para voltar para cá curada e poder voltar a fazer o que amo, voltar a cantar, vir aqui, ser jurada, brincar com minha neta, meus sobrinhos, ver o meu filho.”
“Tenho muito amor à vida”
A cantora também refletiu sobre o desejo de continuar sua jornada. “Tenho muita coisa a fazer aqui, nessa vida. Então me recuso a aceitar que se findou para mim agora. Acho que ainda tenho uma caminhada. Fé, ciência e amor. Acreditar nas novas oportunidades que tem fora do Brasil.”
“Se tenho esse privilégio, e sei que sou uma mulher privilegiada e tenho essa condição, eu vou, porque tenho muito amor à vida, a isso aqui. Sei que temos que aprender a lidar com a finitude”, concluiu.