Israel mantém ofensiva e rejeita cessar-fogo

Netanyahu mantém pressão contra o Hamas e impõe novas exigências. Cessar-fogo parece distante enquanto bombardeios continuam no enclave Os ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza continuaram no primeiro dia do Eid al-Fitr, feriado muçulmano, deixando dezenas de vítimas. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não demonstra intenção de reduzir a ofensiva contra o Hamas, mesmo com […] O post Israel mantém ofensiva e rejeita cessar-fogo apareceu primeiro em O Cafezinho.

Abr 1, 2025 - 09:24
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Israel mantém ofensiva e rejeita cessar-fogo

Netanyahu mantém pressão contra o Hamas e impõe novas exigências. Cessar-fogo parece distante enquanto bombardeios continuam no enclave


Os ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza continuaram no primeiro dia do Eid al-Fitr, feriado muçulmano, deixando dezenas de vítimas. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não demonstra intenção de reduzir a ofensiva contra o Hamas, mesmo com novas discussões sobre um possível cessar-fogo. Na madrugada deste domingo (30), bombardeios atingiram tendas e residências enquanto palestinos celebravam o fim do Ramadã. Segundo fontes médicas da Al Jazeera, ao menos 35 pessoas morreram em Rafah e Khan Younis, no sul do território.

As mortes ocorreram enquanto o Crescente Vermelho Palestino (PRCS) resgatava os corpos de 15 profissionais de saúde mortos em Rafah durante ataques israelenses dias antes. Imagens de satélite exclusivas, obtidas pela agência Sanad, revelaram que cinco ambulâncias foram destruídas pelas forças israelenses.

“[Isso] é uma tragédia para nós, para o trabalho humanitário e para a humanidade”, afirmou o PRCS, classificando o ataque como um “crime de guerra”.

A crise humanitária em Gaza se agrava, com Israel suspendendo a entrada de ajuda desde março.

“Os palestinos deveriam celebrar o Eid com uma refeição farta, mas muitos não conseguiram nem isso. A situação é catastrófica”, relatou a jornalista Hind Khoudary, de Deir el-Balah. Alimentos estão raros e caros, tornando a subsistência das famílias uma “missão impossível”.

Enquanto isso, as chances de um acordo de paz parecem mínimas.

No domingo, Netanyahu reiterou a exigência de que o Hamas entregue as armas e seus líderes deixem Gaza, prometendo intensificar a pressão para libertar os 59 reféns restantes – 35 dos quais podem já estar mortos.

As condições, apoiadas pelo ex-presidente dos EUA Donald Trump, modificam o acordo de janeiro, que previa a libertação gradual de prisioneiros e negociações para um fim definitivo da guerra.

Israel, porém, insiste que o Hamas liberte todos os reféns sem garantias de término do conflito. Com a recusa do grupo, os bombardeios foram retomados.

Netanyahu também afirmou que Israel adotará o “plano de emigração voluntária” de Trump para Gaza, enquanto o Hamas diz ter aceitado uma nova proposta de trégua mediada por Egito e Catar.

Sami Abu Zuhri, do Hamas, acusou Netanyahu de promover uma “escalada infinita” de violência. O premiê israelense, no entanto, defendeu sua estratégia: “Negociamos sob pressão, e isso é eficaz”.

Khalil al-Hayya, líder do Hamas em Gaza, disse que o grupo aceitou uma proposta incluindo a libertação de cinco reféns por semana, mas recusou abrir mão de suas armas, chamando isso de “linha intransponível”.

Com informações de Al Jazeera e agências de notícias

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