Fióti nega desvio de R$ 6 milhões da empresa com Emicida e critica exposição pública do caso
Empresário afirma que todas as movimentações financeiras foram legais e acusa distorção de informações sobre processo judicial


Manifestação após fim da parceria
Evandro de Oliveira, o Fióti, se pronunciou publicamente nesta terça-feira (1/4) após ser acusado por Emicida de desviar dinheiro da produtora que ambos administravam. Em mensagem nas redes sociais, o empresário negou qualquer irregularidade e lamentou a exposição do conflito familiar. “É muito triste ver exposta a situação contratual e jurídica do grupo empresarial que fundei ao lado do meu irmão há 16 anos, assim como as complexas implicações familiares envolvidas”, escreveu.
A declaração ocorre dias após Emicida anunciar o rompimento profissional com o irmão, após uma parceria de 16 anos e horas após a revelação de um processo judicial de Emicida, que tramita na 2ª Vara Empresarial de São Paulo. No processo, revelado mais cedo, o rapper afirmou que o irmão desviou R$ 6 milhões da Laboratório Fantasma Produções Ltda, empresa que tinha os dois como sócios desde 2010.
Em resposta, Fióti negou qualquer irregularidade financeira e afirmou que todas as movimentações feitas em sua gestão foram registradas e acordadas previamente com Emicida. Segundo um texto divulgado pela assessoria do produtor no Instagram, o próprio processo conteria documentos que comprovam que o rapper recebeu valores superiores à sua parte societária, mesmo após a assinatura de um acordo formal de divisão igualitária dos ativos e passivos da empresa.
Nota da defesa
Na nota de sua equipe jurídica, Fióti nega qualquer irregularidade e contesta os termos usados pela acusação. O texto afirma:
“Diante das matérias publicadas na imprensa hoje, Evandro Fióti vem esclarecer: Nunca desviou qualquer valor da LAB Fantasma ou de empresas do grupo. Todas as movimentações feitas durante sua gestão foram transparentes, registradas e seguindo os procedimentos financeiros adotados pelos gestores, assim como as retiradas de lucros ao sócio e artista Emicida.
A administração das empresas sempre foi conjunta, conforme acordo formal ratificado assinado por ambos em dezembro de 2024, que estabelecia, entre diversas premissas e declarações de parte a parte, a gestão compartilhada das empresas, a divisão igualitária de ativos e passivos (50% para cada sócio), além do conhecimento prévio a ambos acerca de movimentações financeiras relevantes.
A acusação de ‘desvio’ é falsa e inverte os fatos. O próprio processo judicial contém documentos que comprovam que Emicida recebeu valores superiores, incluindo distribuições de lucros acordadas entre as partes. A divulgação distorcida de informações parciais de um processo é gravíssima e será tratada com as medidas legais cabíveis, em todas as esferas, inclusive penal. Evandro reafirma seu compromisso com a verdade, a transparência na gestão e o respeito à história construída junto à LAB Fantasma.”
Ruptura familiar e empresarial
Emicida havia afirmado que revogou os poderes do irmão após detectar movimentações bancárias não autorizadas, incluindo transferências de R$ 1 milhão em janeiro e fevereiro de 2025, além de outros R$ 4 milhões entre junho e julho de 2024.
Fióti, por sua vez, sustenta que a gestão sempre foi compartilhada e que os dois mantinham conhecimento mútuo sobre os fluxos financeiros da empresa, conforme acordo assinado em dezembro de 2024.
Ele destacou que sempre prezou pela ética e transparência. “Quem caminha comigo há mais de 18 anos à frente de projetos e equipes sabe da minha ética, transparência e honestidade — valores que trago de casa e que jamais trairei”, afirmou.
O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes envolvidas no caso, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.