Descodificando os códigos nos ovos que compra no supermercado: o que significam e por que importa?

Quando compra ovos no supermercado, já reparou nos códigos impressos na casca? Embora muitos consumidores os ignorem, esses números revelam informações importante sobre a origem do produto.

Abr 2, 2025 - 02:50
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Descodificando os códigos nos ovos que compra no supermercado: o que significam e por que importa?

Quando compra ovos no supermercado, já reparou nos códigos impressos na casca? Embora muitos consumidores os ignorem, esses números revelam informações importante sobre a origem do produto e, mais importante, sobre a forma como as galinhas que os puseram foram criadas.

De acordo com a organização Consumer Eroski, entender essa numeração pode ajudar na escolha de um produto mais alinhado com valores como sustentabilidade e bem-estar animal. Como esclarece a Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), “os ovos frescos só podem ser colocados no mercado, depois de lhes ter sido aposta uma marca de identificação, nos termos definidos na Secção I do Anexo II do Regulamento (CE) n.º 853/2004”.

Ora, o que significam os números nos ovos?

O código impresso na casca do ovo segue uma estrutura específica, composta por três elementos principais. O primeiro dígito indica o método de criação das galinhas, ou seja, o 0 revela produção biológica (galinhas criadas ao ar livre e alimentadas com ração biológica), o 1 indica criação ao ar livre, o 2 criação no solo (dentro de aviários, mas sem gaiolas) e o 3 aponta para criação em gaiolas (sistema intensivo).

As duas letras seguintes representam o país de origem do ovo (exemplo: PT para Portugal). Os últimos dígitos correspondem ao código da exploração avícola onde os ovos foram produzidos, permitindo rastreabilidade total até à sua origem.

Por que prestar atenção aos códigos?

A escolha dos ovos influencia não só a qualidade da alimentação, mas também o impacto ambiental e o bem-estar animal. Optar por ovos com códigos 0 ou 1 significa apoiar práticas mais sustentáveis e éticas, enquanto os de código 3 vêm de sistemas de criação mais intensivos, muitas vezes criticados por grupos de defesa animal.