Starlink quer dobrar número de satélites sobre o Brasil; Anatel avalia

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deve determinar nos próximos dias se vai aprovar a solicitação enviada pela Starlink em dezembro, que pedia autorização para dobrar a quantidade de satélites de internet em órbita sobre o Brasil. A questão deve ser analisada na quinta (3) pelo conselho diretor da agência.  Starlink de Elon Musk direto no iPhone sem antena? Veja os modelos compatíveis Starlink no celular? Internet de Elon Musk vai funcionar sem antena Foi em dezembro de 2023 que a Starlink fez a solicitação para levar à órbita mais 7,5 mil satélites Starlink da nova geração. Para comparação, a empresa opera atualmente cerca de 4,4 mil satélites, que oferecem internet de alta velocidade e baixa latência a mais de 335 mil usuários no Brasil.  Satélites Starlink sendo liberados no espaço (Reprodução/SpaceX) Os novos satélites envolvidos no pedido iriam adicionar a operação nas faixas de radiofrequências nas bandas Ka, Ku e E. Já em novembro de 2024, Superintendência de Outorga e Recursos à Prestação da Anatel apontou uma minuta do ato de direito de exploração para análise do conselho diretor; no entanto, o texto não entrou em votação.  -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- Eis que, em março de 2025, Alexandre Freire, conselheiro diretor da agência e relator do processo, solicitou mais informações sobre alguns dos temas relacionados aos novos satélites. Segundo ele, tais temas têm relação com o que chamou de “soberania digital brasileira” e “segurança de dados e riscos cibernéticos”. “Trata-se de tema de extrema relevância, considerando que o setor de satélite possui papel fundamental na infraestrutura de telecomunicações brasileira”, declarou Freire em comunicado.  De forma resumida, o que acontece é que há risco de a Starlink operar sem estar integrada às redes nacionais. Neste caso, o tráfego de dados brasileiros ocorreria de forma direta e fora da jurisdição do país. Assim, a empresa estaria fora da alçada da fiscalização das autoridades brasileiras e das normas nacionais.  Em paralelo, a possível expansão da Starlink preocupa também os concorrentes do serviço, que solicitaram que a Anatel indefira o pedido. O Sindicato Nacional das Empresas de Telecomunicações por Satélite (Sindisat), que representa a Claro, SES e outras empresas de telecomunicações, alegou que a nova leva dos Starlink é diferente da anterior. Portanto, seria necessário não modificar a licença anterior, mas sim a solicitação de uma nova.  Leia também: Starlink: há mais satélites da SpaceX "caindo" na atmosfera da Terra Satélites Starlink estão "bloqueando" nossa visão do Universo Vídeo: O que é Starlink   Leia a matéria no Canaltech.

Mar 31, 2025 - 22:21
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Starlink quer dobrar número de satélites sobre o Brasil; Anatel avalia

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deve determinar nos próximos dias se vai aprovar a solicitação enviada pela Starlink em dezembro, que pedia autorização para dobrar a quantidade de satélites de internet em órbita sobre o Brasil. A questão deve ser analisada na quinta (3) pelo conselho diretor da agência. 

Foi em dezembro de 2023 que a Starlink fez a solicitação para levar à órbita mais 7,5 mil satélites Starlink da nova geração. Para comparação, a empresa opera atualmente cerca de 4,4 mil satélites, que oferecem internet de alta velocidade e baixa latência a mais de 335 mil usuários no Brasil. 

Satélites Starlink sendo liberados no espaço (Reprodução/SpaceX)

Os novos satélites envolvidos no pedido iriam adicionar a operação nas faixas de radiofrequências nas bandas Ka, Ku e E. Já em novembro de 2024, Superintendência de Outorga e Recursos à Prestação da Anatel apontou uma minuta do ato de direito de exploração para análise do conselho diretor; no entanto, o texto não entrou em votação

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Eis que, em março de 2025, Alexandre Freire, conselheiro diretor da agência e relator do processo, solicitou mais informações sobre alguns dos temas relacionados aos novos satélites.

Segundo ele, tais temas têm relação com o que chamou de “soberania digital brasileira” e “segurança de dados e riscos cibernéticos”. “Trata-se de tema de extrema relevância, considerando que o setor de satélite possui papel fundamental na infraestrutura de telecomunicações brasileira”, declarou Freire em comunicado. 

De forma resumida, o que acontece é que há risco de a Starlink operar sem estar integrada às redes nacionais. Neste caso, o tráfego de dados brasileiros ocorreria de forma direta e fora da jurisdição do país. Assim, a empresa estaria fora da alçada da fiscalização das autoridades brasileiras e das normas nacionais. 

Em paralelo, a possível expansão da Starlink preocupa também os concorrentes do serviço, que solicitaram que a Anatel indefira o pedido. O Sindicato Nacional das Empresas de Telecomunicações por Satélite (Sindisat), que representa a Claro, SES e outras empresas de telecomunicações, alegou que a nova leva dos Starlink é diferente da anterior. Portanto, seria necessário não modificar a licença anterior, mas sim a solicitação de uma nova. 

Leia também:

Vídeo: O que é Starlink

 

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