Ranking lista as 10 cidades mais propensas a terremotos
O ranking considera o número de terremotos, a magnitude e os riscos por fatores além da localização geográfica, como infraestrutura. Confira! The post Ranking lista as 10 cidades mais propensas a terremotos appeared first on Giz Brasil.

Terremotos são fenômenos geofísicos diretamente ligados aos movimentos das áreas de convergência das placas tectônicas da Terra, que, em algumas regiões, ficam sob grandes cidades.
Desse modo, muitos centros urbanos são propensos a terremotos, sobretudo em zonas de convergência com falhas, ou limites de placa, por serem geologicamente ativas.
Das sete placas tectônicas “principais”, a Pacífica e a Eurasiática são algumas que apresentam maior índice de abalos devido às zonas de convergência. O limite entre a placa Pacífica e a Norte-americana, por exemplo, é responsável pela Falha de San Andreas, na Califórnia.
Por isso, Los Angeles é uma das grandes cidades mais propensas a terremotos. De acordo com um ranking elaborado pelo portal Rough Maps, a capital do entretenimento global é uma das 10 cidades mais propensas a terremotos.
Com base neste ranking e em outros levantamentos, como do World Atlas, o Giz Brasil elaborou uma lista com as 10 cidades com maior frequência de terremotos, sobretudo os de grandes magnitudes.
10 cidades mais propensas a terremotos
Los Angeles

Imagem: Wikimedia Commons/Reprodução
Como citamos acima, Los Angeles está no ranking devido à Falha de San Andreas, que percorre cerca de 1.300 quilômetros na Califórnia, marcando um limite de placas chamado transformante.
Limites transformantes são encontros de placas tectônicas que se transformam, que na Falha de San Andreas ocorre entre as placas Pacífica e norte-americana. Los Angeles fica no segmento sul da placa, que apresenta menos terremotos que o segmento norte.
No entanto, o segmento sul consegue causar terremotos com 8,1 de magnitude, o que resultaria em milhares de mortes em Los Angeles. O último grande terremoto na cidade ocorreu em 2014, chegando a 5,1 de magnitude.
Graças aos investimentos em infraestrutura, o terremoto não causou mortes, mas deixou um prejuízo de mais de US$ 10 bilhões. Ao contrário de San Francisco, Los Angeles reporta menos terremotos, mas especialistas afirmam que o próximo “grande terremoto” da Califórnia ocorrerá em Los Angeles.
Tóquio

Imagem: Wikimedia Commons/Reprodução
A capital do Japão, assim como todo o país, é famosa mundialmente por ser uma das cidades que mais investem em infraestrutura para lidar com terremotos.
Como revelamos aqui no Giz anteriormente, o Japão fica no Círculo de Fogo do Pacífico. Essa região é onde ocorrem 90% dos terremotos de todo o mundo.
Segundo o portal Earthquake Track, que monitora a incidência de terremotos, houve 7 abalos sísmicos na região metropolitana de Tóquio nos últimos 30 dias.
Beirute

Imagem: Wikimedia Commons/Reprodução
A capital do Líbano fica no limite entre as placas Africana e Arábica, cujo movimento cria pressões que geram terremotos.
Além disso, uma das maiores cidades do mundo árabe fica na falha do Mar Morto, que, assim como a de San Andreas, é um limite transformante, aumentando o risco de terremotos.
Contudo, muitas construções em Beirute não consideram o risco de terremotos, tornando a cidade mais vulnerável aos possíveis danos. E isso já ocorreu recentemente, mas com um terremoto de outros países, que também coloca em risco a próxima cidade do ranking.
Istambul

Imagem: Wikimedia Commons/Reprodução
Em 2023, um terremoto de 7,8 de magnitude devastou a Turquia e Síria, além de outras regiões de países vizinhos, como o caso de Beirute. Apesar de ficar ilesa, a maior cidade da Turquia fica na Falha Setentrional da Anatólia, responsável pelo grande número de terremotos no país.
Assim como em Beirute, as práticas de construção de prédios em Istambul não priorizam a prevenção de terremotos, aumentando o risco em uma das cidades mais populosas da região.
Teerã

Imagem: Wikimedia Commons/Reprodução
A capital do Irã é uma das cidades com grande risco de terremotos por ficar entre várias falhas, como o limite entre as placas Eurasiática e Arábica.
Além disso, a rápida urbanização de Teerã a partir dos anos 1960 levou à construção de prédios com pouca resistência a terremotos, como as outras cidades da lista, com exceção de Tóquio.
Tais fatores colocam Teerã como uma das cidades mais propensas a grandes terremotos, com projeções científicas de um terremoto de alta magnitude atingindo a cidade nos próximos 100 anos.
Cidade do México

Imagem: Wikimedia Commons/Reprodução
No Ocidente, a capital do México é uma das cidades com maior risco de terremoto por ficar em uma região suscetível a abalos de ondas sísmicas. A Cidade do México fica na região da placa Norte-americana e da placa de Cocos, famosas por viverem em “conflito”.
A interação entre as duas enormes placas é responsável por terremotos em grandes cidades da América do Norte e do Pacífico, como o terremoto de 1985, que deixou milhares de vítimas na Cidade do México.
Lima

Imagem: Wikimedia Commons/Reprodução
Na América do Sul, Lima é uma das principais representantes quando se trata de cidades mais propensas a terremotos. A capital do Peru fica no Círculo de Fogo do Pacífico e nos limites da Placa Sul-americana e da Placa de Nazca.
Além da vulnerabilidade geológica, Lima é uma das cidades mais propensas a terremotos pelo mesmo motivo das anteriores: construções incapazes de sustentar abalos sísmicos.
Quito

Imagem: Wikimedia Commons/Reprodução
A situação de Quito é bastante semelhante à de Lima, posicionando a capital do Equador como a segunda entre as grandes cidades da América do Sul com maior risco de terremotos.
Quito também fica no Círculo de Fogo do Pacífico e em uma região do Equador no meio de limites de placas tectônicas e grande atividade vulcânica.
Além disso, a cidade fica na borda leste da Cordilheira dos Andes, cuja formação ocorreu por atividade tectônica. Outra similaridade é a infraestrutura precária, que aumenta a vulnerabilidade da cidade, cujo terremoto mais recente chegou a 7,8 de magnitude, causando mais de 600 mortes em 2016.
Jacarta

Imagem: Wikimedia Commons/Reprodução
Além de ser a capital de um dos cinco países mais propensos a desastres naturais, Jacarta está no ranking dos terremotos pelo mesmo motivo das duas cidades anteriores.
A Indonésia também fica no Círculo de Fogo do Pacífico e Jacarta fica na falha entre as placas Eurasiática e Indo-australiana. O desenvolvimento urbano acelerado de Jacarta resultou em uma infraestrutura frágil a terremotos.
Novamente, a combinação da localização geográfica e o planejamento urbano torna Jacarta uma das cidades mais propensas a terremotos.
Manilla

Imagem: Wikimedia Commons/Reprodução
As Filipinas também são um dos cinco países com maior risco de desastres naturais e sua capital é uma das cidades mais propensas a terremotos.
Os motivos, infelizmente, são os mesmos. Além de ficar no Círculo de Fogo do Pacífico e no mesmo limite de placas que Jacarta, Manilla é uma cidade com construções frágeis.
Mas, além disso, a cidade fica no litoral, ampliando o risco de tsunamis decorrentes de terremotos.
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