Programa de literacia financeira deve incluir educação para o risco e para o papel dos seguros

Margarida Corrêa de Aguiar, Presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, propôs a reflexão de como seria a vida dos indivíduos e das empresas se não existissem seguros, sublinhado que não seria possível viver em sociedade e ter uma economia próspera.

Mar 26, 2025 - 23:52
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Programa de literacia financeira deve incluir educação para o risco e para o papel dos seguros

É essencial incluir em qualquer programa de literacia financeira a educação para o risco e o papel que os seguros desempenham na mitigação e gestão dos riscos, tendo presente que não se pode falar de resiliência financeira sem falar de seguros. A opinião é de Margarida Corrêa de Aguiar, Presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), manifestada durante a sua participação na mesa-redonda “Educação Financeira ao Longo do Percurso Escolar e a Importância Crescente da Digitalização” que teve lugar na Sessão Solene da Semana da Formação Financeira 2025, na sede da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, em Lisboa.

Na sua intervenção, a Presidente da ASF propôs a reflexão de como seria a vida dos indivíduos e das empresas se não existissem seguros, sublinhado que não seria possível viver em sociedade e ter uma economia próspera, dá conta a nota de informação publicada no site da ASF.

“A literacia financeira deve ser encarada como um investimento e um exercício coletivo, acrescentou, destacando a relevância do trabalho do Plano Nacional de Formação Financeira, como o exemplo de uma estratégia sólida na missão de contribuir para elevar o nível de conhecimentos financeiros da população portuguesa”, lê-se na mesma informação.

A Presidente da ASF alertou ainda para a dicotomia da relação entre digitalização e literacia financeira não apenas entre os mais jovens, que utilizam o digital de uma forma mais impulsiva, mas também numa franja mais sénior da população, que não beneficiou da transformação digital, estando, por isso, mais exposta a fraudes financeiras.

Relembrou ainda que a constituição de poupança para a reforma é um tema incontornável, alertando para o facto de que apenas uma reduzida percentagem da população ativa ter um plano de poupança individual ou beneficiar de um plano de poupança profissional. Considera, por isso, ser importante sensibilizar os mais jovens para esta necessidade.