Principais características da arquitetura das CPUs AMD Ryzen

A AMD iniciou uma mudança significativa no mercado de CPUs a partir de 2017 com a introdução dos processadores Ryzen. A arquitetura Zen trouxe inovações relevantes e importantes, impactando profundamente esse mercado que sempre foi dominado pela Intel, aumentando a participação do Time Vermelho na fatia de mercado. AMD Ryzen 3, 5, 7 ou 9: qual é a diferença entre eles? Dicas para aumentar o desempenho de CPUs AMD Ryzen Vamos apresentar aqui as principais características da atual arquitetura, que está em sua 5ª geração em diferentes modelos de CPUs para desktop e laptop, trazendo sua evolução, suas vantagens e como os Ryzen brigam com os Intel Core no mercado. O que é a arquitetura Zen? Também chamado de microarquitetura, isso tem a ver com a forma como uma CPU é desenhada. Ela diz respeito a como o componente irá lidar com a memória, o caminho pelo qual os dados percorrem, instruções e como o processador as executa, além das informações que são armazenadas na memória cache. Claro, isso é algo bem mais complexo do que essa descrição breve. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.-   Antes da chegada da arquitetura Zen, a AMD vivia um momento delicado com os processadores Bulldozer e Piledriver da linha FX. Entre os vários problemas dessa série, que estão relacionados a arquitetura em si, temos a propaganda enganosa do Time Vermelho em relação ao número de núcleos que essas CPUs entregavam. Isso acabou em um processo coletivo, levando a AMD a pagar mais de US$ 12 milhões em 2019. A primeira geração Zen chegou corrigindo todas as falhas de seus antecessores. Houve um grande salto de desempenho geracional, acima de 50% em IPC (Instruções por Ciclo), além de maior eficiência energética, o calcanhar de Aquiles da AMD até então, e o aumento real na quantidade de núcleos. Em relação a esse último aspecto, o Time Vermelho introduziu a tecnologia "Simultaneous Multithreading" (SMT), que é o equivalente ao "Hyper-Threading" da Intel. Ou seja, cada núcleo físico funciona como dois núcleos lógicos, aumentando a performance, principalmente em aplicações que tiram proveito de múltiplos núcleos, como os de produtividade. Lançados em 2017, a primeira geração de processadores AMD Ryzen chegou para brigar contra os Intel Core de 7ª geração (Kaby Lake). O lineup, assim como ainda é hoje, conta com diferentes segmentos: Ryzen 3, Ryzen 5 e Ryzen 7 (com Ryzen 9 chegando nas gerações futuras). Evento de lançamento da primeira geração de Ryzen (Imagem: AMD/Divulgação) As CPUs de entrada do Time Vermelho já ofereciam 4 núcleos, a mesma quantidade do Core i7-7700K, mas chegava a 8 núcleos e 16 threads, forçando a Intel a se reorganizar diante dessas mudanças importantes. Evolução geração por geração: do Zen ao Zen 5 Diferente da Intel, a AMD continuou com a arquitetura Zen, mas enumerando conforme foi lançando as novas gerações. Zen+ (Ryzen 2000) Equipando os Ryzen 2000, a arquitetura Zen+ trouxe pouca evolução em relação a primeira. Houve um refinamento de 14 nm para 12 nm, permitindo clocks maiores, passando de 4.0 GHz, otimizações a nível de latência da memória cache, garantindo um leve aumento de performance sobre os Ryzen 1000. É como se a AMD estivesse corrigindo alguns problemas e refinando a primeira arquitetura. Esses processadores chegaram para brigar contra a 8ª geração de CPUs Intel Core (Coffee Lake), feitos no processo de 14 nm++ do próprio Time Azul. Com a segunda geração de Ryzen, a AMD forçou a rival a mexer na contagem de cores, que passou a ser de 6 núcleos e 12 threads com i7-8700K, o melhor SKU do lineup. Zen 2 (Ryzen 3000/4000) A segunda geração de fato da arquitetura de CPUs da AMD veio com os Ryzen 3000. A litografia usada caiu para 7 nm, trazendo aumento na eficiência e outras capacidades. Foi introduzido também o design de chiplet, que permite maior flexibilidade, redução nos custos, maior confiabilidade e escalabilidade.   Além disso, a arquitetura Zen 2 proporcionou o dobro de memória cache L3 com latência menor, suporte a interface PCIe 4.0 antes da Intel, e aumento de cerca de 15% em IPC sobre a primeira geração Zen (não a Zen+). Os Ryzen 3000 foram o primeiro avanço no design da arquitetura da AMD e disputou espaço no mercado contra os Intel Core de 9ª geração, que foi a primeira com o segmento Core i9, trazendo 8 núcleos e 16 threads, valor que a AMD já praticava com os Ryzen 7. O Time Vermelho, por outro lado, elevou a disputa com os Ryzen 9 e modelos que contavam com 12 núcleos e 24 threads, e 16 núcleos e 32 threads. Essa arquitetura também equipou a geração Ryzen 4000, que teve um foco em gráficos integrados, clocks e quantidade de memória cache um pouco menores. Zen 3 (Ryzen 5000) A arquitetura Zen 3 trouxe a mudança mais significativa em toda a série Ryzen, mesmo ainda usando o processo de 7 nm. Uma das maiores mudanças foi o design de Core Complex (CCX) com 32 MB

Abr 6, 2025 - 00:03
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Principais características da arquitetura das CPUs AMD Ryzen

A AMD iniciou uma mudança significativa no mercado de CPUs a partir de 2017 com a introdução dos processadores Ryzen. A arquitetura Zen trouxe inovações relevantes e importantes, impactando profundamente esse mercado que sempre foi dominado pela Intel, aumentando a participação do Time Vermelho na fatia de mercado.

Vamos apresentar aqui as principais características da atual arquitetura, que está em sua 5ª geração em diferentes modelos de CPUs para desktop e laptop, trazendo sua evolução, suas vantagens e como os Ryzen brigam com os Intel Core no mercado.

O que é a arquitetura Zen?

Também chamado de microarquitetura, isso tem a ver com a forma como uma CPU é desenhada. Ela diz respeito a como o componente irá lidar com a memória, o caminho pelo qual os dados percorrem, instruções e como o processador as executa, além das informações que são armazenadas na memória cache. Claro, isso é algo bem mais complexo do que essa descrição breve.

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Antes da chegada da arquitetura Zen, a AMD vivia um momento delicado com os processadores Bulldozer e Piledriver da linha FX. Entre os vários problemas dessa série, que estão relacionados a arquitetura em si, temos a propaganda enganosa do Time Vermelho em relação ao número de núcleos que essas CPUs entregavam. Isso acabou em um processo coletivo, levando a AMD a pagar mais de US$ 12 milhões em 2019.

A primeira geração Zen chegou corrigindo todas as falhas de seus antecessores. Houve um grande salto de desempenho geracional, acima de 50% em IPC (Instruções por Ciclo), além de maior eficiência energética, o calcanhar de Aquiles da AMD até então, e o aumento real na quantidade de núcleos.

Em relação a esse último aspecto, o Time Vermelho introduziu a tecnologia "Simultaneous Multithreading" (SMT), que é o equivalente ao "Hyper-Threading" da Intel. Ou seja, cada núcleo físico funciona como dois núcleos lógicos, aumentando a performance, principalmente em aplicações que tiram proveito de múltiplos núcleos, como os de produtividade.

Lançados em 2017, a primeira geração de processadores AMD Ryzen chegou para brigar contra os Intel Core de 7ª geração (Kaby Lake). O lineup, assim como ainda é hoje, conta com diferentes segmentos: Ryzen 3, Ryzen 5 e Ryzen 7 (com Ryzen 9 chegando nas gerações futuras).

Evento de lançamento da primeira geração de Ryzen (Imagem: AMD/Divulgação)

As CPUs de entrada do Time Vermelho já ofereciam 4 núcleos, a mesma quantidade do Core i7-7700K, mas chegava a 8 núcleos e 16 threads, forçando a Intel a se reorganizar diante dessas mudanças importantes.

Evolução geração por geração: do Zen ao Zen 5

Diferente da Intel, a AMD continuou com a arquitetura Zen, mas enumerando conforme foi lançando as novas gerações.

Zen+ (Ryzen 2000)

Equipando os Ryzen 2000, a arquitetura Zen+ trouxe pouca evolução em relação a primeira. Houve um refinamento de 14 nm para 12 nm, permitindo clocks maiores, passando de 4.0 GHz, otimizações a nível de latência da memória cache, garantindo um leve aumento de performance sobre os Ryzen 1000. É como se a AMD estivesse corrigindo alguns problemas e refinando a primeira arquitetura.

Esses processadores chegaram para brigar contra a 8ª geração de CPUs Intel Core (Coffee Lake), feitos no processo de 14 nm++ do próprio Time Azul. Com a segunda geração de Ryzen, a AMD forçou a rival a mexer na contagem de cores, que passou a ser de 6 núcleos e 12 threads com i7-8700K, o melhor SKU do lineup.

Zen 2 (Ryzen 3000/4000)

A segunda geração de fato da arquitetura de CPUs da AMD veio com os Ryzen 3000. A litografia usada caiu para 7 nm, trazendo aumento na eficiência e outras capacidades. Foi introduzido também o design de chiplet, que permite maior flexibilidade, redução nos custos, maior confiabilidade e escalabilidade.

 

Além disso, a arquitetura Zen 2 proporcionou o dobro de memória cache L3 com latência menor, suporte a interface PCIe 4.0 antes da Intel, e aumento de cerca de 15% em IPC sobre a primeira geração Zen (não a Zen+).

Os Ryzen 3000 foram o primeiro avanço no design da arquitetura da AMD e disputou espaço no mercado contra os Intel Core de 9ª geração, que foi a primeira com o segmento Core i9, trazendo 8 núcleos e 16 threads, valor que a AMD já praticava com os Ryzen 7. O Time Vermelho, por outro lado, elevou a disputa com os Ryzen 9 e modelos que contavam com 12 núcleos e 24 threads, e 16 núcleos e 32 threads.

Essa arquitetura também equipou a geração Ryzen 4000, que teve um foco em gráficos integrados, clocks e quantidade de memória cache um pouco menores.

Zen 3 (Ryzen 5000)

A arquitetura Zen 3 trouxe a mudança mais significativa em toda a série Ryzen, mesmo ainda usando o processo de 7 nm. Uma das maiores mudanças foi o design de Core Complex (CCX) com 32 MB de cache L3 unificado por CCD (Core Chiplet Die) nos modelos mainstream e high-end.

Essas mudanças fizeram com que os Ryzen 5000 entregassem o maior aumento de IPC entre gerações (cerca de 16%), colocando a AMD no topo e estabelecendo alguns dos CPUs mais populares até hoje, como os Ryzen 5 5500/5600X e Ryzen 7 5700X/5800X3D.

Em paralelo a série principal, a AMD introduziu os SKUs com sua nova tecnologia de empilhamento de cache, o 3D V-Cache. As CPUs com cache 3D eram mais rápidas em aplicações sensíveis ao uso de memória cache, com destaque para os jogos, fazendo com que os processadores do Time Vermelho superassem a rival com suas 10ª e 11ª gerações de Intel Core.

Essa série teve ainda outros SKUs terminados com G, GE, GT e XT, mantendo boa parte das configurações das versões base lançadas anteriormente.

Design das 5 primeiras geraçãoes de CPUs Ryzen (Imagem: AMD/Divulgação)

Zen 4 (Ryzen 7000/8000)

Os Ryzen 7000 marcam a chegada da nova plataforma AM5, depois de 5 anos de suporte com AM4, trazendo também suporte as memórias DDR5 e a interface PCIe 5.0, de novo antes da Intel. Feito em 5 nm, a arquitetura AMD Zen 4 é a primeira a trazer a arquitetura gráfica RDNA 2 das placas de vídeo para CPUs de desktop, embora com capacidade limitada.

Essas melhorias fizeram com que houvesse o menor salto geracional desde o Zen 1, com aumento de IPC de cerca de 13%. Essa geração também ganhou SKUs com a tecnologia 3D V-Cache, permitindo clocks um pouco mais altos. Essa geração ganhou ainda suporte a instruções AVX-512.

Enquanto isso, a Intel chegava com a maior mudança moderna em sua linha de processadores com a 12ª geração (Alder Lake), trazendo arquitetura híbrida com núcleos para performance e núcleos eficientes para diferentes tarefas e equilibrando novamente a disputa no mercado de processadores.

A arquitetura Zen 4 também está presente no lineup Ryzen 8000G, que é focado em gráficos integrados, trazendo uma maior implementação da arquitetura RDNA 2, tornando essas APUs as melhores do mercado para PC de mesa até o momento.

AMD Ryzen 5 5600X, uma das CPUs mais populares da AMD (Foto: Sergio Oliveira/Canaltech)

Zen 5 (Ryzen 9000)

A atual arquitetura Zen 5 chegou em 2024 ao mercado, trazendo refinamento de litografia para 4 nm/3 nm (dependendo do die), melhorias como maior paralelismo, previsão de desvios, entre outras, tornando possível entregar uma evolução entre gerações de cerca de 16% sobre Zen 4.

Essa arquitetura também está presente nos Ryzen mobile Strix Point e Krackan Point (Ryzen AI 300) com grande foco em machine learning e IA, trazendo uma mescla de Zen 5 e Zen 5c assim como a Intel já vinha fazendo com as últimas gerações.

Os Ryzen 9000 também receberam SKUs com a 2ª geração da tecnologia 3D V-Cache, trazendo mudanças significativas por conta do reposicionamento físico da memória, permitindo melhor refrigeração e clocks maiores, assim como overclock, algo antes bastante limitado.

Os Ryzen AI 300 são as ofertas mais atuais de CPUs mobile da AMD (Foto: Felipe Vidal/Canaltech)

Principais tecnologias da arquitetura Zen

Com a arquitetura Zen, a AMD trouxe diferentes tecnologias que foram adicionadas conforme novas gerações chegavam. Vamos dar uma olhada nas principais:

Design de chiplets

Saindo do design monolítico padrão da indústria, e que era praticado também pela Intel, a AMD tornou suas CPUs mais flexíveis, entregando maior eficiência energética e escalabilidade. Esse design consiste em pequenos circuitos integrados que juntos, criam um sistema mais complexo.

A AMD usa o design de chiplet em outros componentes também (Imagem: AMD/Divulgação)

Isso, como dito acima, veio a partir dos Ryzen 3000. A Intel, correndo atrás da rival nessas inovações, adotou algo semelhante a partir da 12ª geração de CPUs com a tecnologia Foveros.

Infinity Fabric

O design de chiplets, apesar de ter diferentes vantagens, traz alguns desafios também. Os diferentes chips dentro do encapsulamento de uma CPU precisam se comunicar com velocidade e de forma eficiente. Por isso, a AMD introduziu a interconexão Infinity Fabric para fazer com que os diferentes dies se comuniquem.

Esse recurso conta com sua própria frequência de operação (chamada de FCLK) e é sensível a velocidade da memória RAM. Por isso, é importante, principalmente nos Ryzen mais antigos, configurar esses clocks na mesma velocidade da memória para ter maior desempenho.

PBO - Precision Boost Overdrive

O Precision Boost analisa a temperatura da CPU para definir se pode ou não aumentar as frequências e tensão para entregar mais desempenho. Esse recurso visa melhoria geral de performance e está disponível a partir dos Ryzen 5000.

SMT (Simultaneous Multithreading)

Assim como Hyper-Threading da Intel, o Simultaneous Multithreading chegou para aumentar a quantidade de thread por núcleo. Por isso, sempre que você ver as especificações de um processador, ele terá a quantidade de núcleos e threads separadas. Quando não existe esse recurso, algo mais presente nas gerações mais recentes de CPUs da Intel, a quantidade de thread será a mesma dos núcleos.

Em geral, esse recurso existe para aumentar a performance por conseguir executar mais tarefas ao mesmo tempo. Isso é algo mais proveitoso em aplicações que fazem uso de múltiplos núcleos e threads, como renderização de imagem e jogos com grandes mundos complexos, por exemplo.

Cache (L3 e 3D V-Cache)

A AMD tem vantagem quando falamos de memória cache atualmente, especialmente nos SKUs equipados com a tecnologia 3D V-Cache. Com ela, é possível adicionar grandes quantidades de cache L3, passando facilmente de 100 MB. O resultado disso é maior desempenho nas aplicações que se aproveitam do recurso, como jogos. Por isso os Ryzen X3D são normalmente chamados de reis dos jogos.

 

Vantagens arquitetura Zen vs. Intel

Com a chegada da arquitetura Zen e a evolução com cada geração, a AMD trouxe diferentes vantagens sobre sua rival. A chegada dos Ryzen mudou o cenário do mercado de processadores e fez com que a Intel também se movimentasse para trazer inovações.

Liderança em Multitarefa/Produtividade

Uma das principais e mais notáveis, assim que a primeira geração Zen chegou, foi a mudança na quantidade de núcleos. Como mencionamos antes, os Ryzen 1000 trouxeram mais de 4 núcleos, que era o máximo da Intel até então, e olha que estamos falando de 2017, não faz nem uma década. Por isso, o Time Azul precisou correr atrás desse prejuízo a cada nova geração seguinte.

Eficiência energética

Outra mudança importante foi a eficiência energética. O cenário da época contava com as CPUs FX da AMD, nada eficientes, e a 7ª geração de Intel Core, que tinha o i7-7700K como um verdadeiro forno por consumir muita energia e aquecer demais. A arquitetura Zen chega nesse momento trazendo uma virada nesse aspecto. Isso foi melhorado a cada nova geração, principalmente com as duas últimas, entregando mais performance por Watt, consumindo menos e, consequentemente, aquecendo menos.

Os Ryzen 9000 trazem ótima relação performance por Watt (Foto: Jones Oliveira/Canaltech)

Inovação em design (Chiplets)

O design em chiplets a partir da arquitetura Zen 3 proporcionou maior escalabilidade, sendo possível adicionar mais núcleos, cache, entre outras tecnologias, além de ser um processo que permite uma redução nos custos operacionais de fabricação. Apesar dos desafios, como a comunicação interna dos chips, a inovação foi algo bem recebido pela indústria.

Longevidade da plataforma

Desde a chegada dos Ryzen 1000 e a plataforma AM4, a AMD já havia garantido que daria suporte por muito tempo, algo que ia na contramão do que a Intel fazia, lançando novas plataformas quase todos os anos. A AM4 durou 5 anos, mas o Time Vermelho ainda segue lançando processadores para esse socket.

Agora com AM5, que chegou em 2022 com os Ryzen 7000 e a arquitetura Zen 4, a AMD já prometeu outros 5 anos, indo até 2027, assim como fez com a plataforma anterior. A rival, por outro lado, ainda não conseguiu seguir um caminho parecido, trazendo novos sockets quase todos os anos.

Tecnologias variadas

Além disso, os Ryzen também trouxeram primeira a adoção a certas tecnologias novas, como a interface PCIe nas versões 4.0 e 5.0. Outro ponto importante de inovação tecnológica foi a adição de memória cache empilhada com a tecnologia 3D V-Cache, algo totalmente inédito no mercado de processadores e que a Intel não planeja implementar.

Vantagens em jogos

Se no começo a AMD saiu na frente em aplicações de produtividade por oferecer mais núcleos, com o tempo, o Time Vermelho também aprimorou o desempenho em single-core, algo que sempre foi a vantagem dos Intel Core, e passou a entregar maior desempenho em jogos, até superando a rival em alguns cenários específicos. Essas CPUs acabaram se tornando um sucesso no Brasil.

O Ryzen 7 9800X3D é um dos atuais reis dos jogos (Imagem: AMD/Divulgação)

Conclusão

Se não fosse pela chegada da arquitetura Zen, muito provavelmente não teríamos as inovações de hoje em processadores, principalmente no que diz respeito a quantidade de núcleos. A AMD não só trouxe inovação ao segmento, como também forçou a única rival a mexer e também rever os seus planos.

Por mais que o Time Azul tenha inovado, mesmo que anos depois da chegada dos Ryzen, não dá para negar o impacto causado pelo Time Vermelho sob a direção de Lisa Su. A briga que antes nem existia tanto, já que a Intel dominava o mercado com folga, foi bastante benéfico para o consumidor, como qualquer competição é.

A arquitetura Zen 5 fez sua estreia no ano passado com os Ryzen 9000 e Ryzen AI 300 para notebooks, mas sabemos que essas empresas não param. Já existem até mesmo rumores sobre Zen 6. Se virá mais inovações ou somente melhorias sobre o que já existe, teremos que esperar para ver.

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