“Microlimpadores” inovadores podem capturar microplásticos na água

Desenvolvidos com quitosana e magnésio, dispositivos capturam e removem microplásticos, oferecendo uma solução promissora para a poluição aquática O post “Microlimpadores” inovadores podem capturar microplásticos na água apareceu primeiro em Olhar Digital.

Mar 29, 2025 - 12:53
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“Microlimpadores” inovadores podem capturar microplásticos na água

Pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Norte desenvolveram “microlimpadores”, dispositivos experimentais projetados para capturar microplásticos nas águas, em vez de apenas filtrá-los passivamente.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado recentemente no jornal Advanced Functional Materials.

Microplásticos, fragmentos de plástico menores que 5 milímetros, são encontrados em corpos d’água ao redor do mundo e vêm de diversas fontes, como resíduos plásticos, roupas sintéticas e pneus de carros.

Embora ainda não se saiba totalmente o impacto da ingestão dessas partículas na saúde humana, elas frequentemente atraem bactérias nocivas, e definitivamente não deveríamos comer ou beber esses micróbios ao ingerir os microplásticos.

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Este diagrama mostra como os microlimpadores usam colóides dendríticos macios para coletar partículas microplásticas submersas e, em seguida, trazê-las para a superfície – Imagem: Orlin Velev/Universidade Estadual da Carolina do Norte

Como são os microlimpadores

  • Os microlimpadores, compostos por pellets feitos de quitosana (biopolímero derivado de resíduos de mariscos), são projetados para capturar microplásticos à medida que se movem pela água.
  • Cada pellet contém eugenol, um óleo vegetal que reduz a tensão superficial e permite que ele se mova enquanto captura as partículas plásticas.
  • Além disso, os pellets contêm magnésio e são revestidos com gelatina solúvel em água.
  • Quando a gelatina se dissolve, o magnésio reage com a água, criando bolhas que fazem o pellet subir à superfície, carregando os microplásticos com ele.

Os testes de laboratório demonstraram que os pellets podem ficar submersos por até 30 minutos antes de subirem à superfície, formando uma espuma que pode ser facilmente retirada e descartada. A quitosana usada nos microlimpadores pode ser recuperada e reutilizada para produzir novos pellets.

Cada partícula coloidal dendrítica macia que agarra microplásticos ostenta uma rede de braços pegajosos – Imagem: Haeleen Hong/Universidade Estadual da Carolina do Norte

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