Investidores castigam bolsas após novas tarifas de Trump

O presidente dos EUA anunciou tarifas de 25% sobre as importações no setor automóvel e os mercados reagiram nas últimas duas sessões da semana, com os índices de referência das mais importantes praças europeias a encerrarem no 'vermelho'.

Mar 31, 2025 - 07:11
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Investidores castigam bolsas após novas tarifas de Trump

As bolsas europeias registaram perdas generalizadas a fechar a semana, com particular incidência nos setores automóvel, tecnológico e o de recursos naturais. Em Lisboa, porém, o sentimento foi distinto, com o índice de referência a registar ganhos. Esta terça-feira, sobressaem os dados da inflação na economia mais forte da Europa.

O PSI resistiu às perdas que se registaram nos principais mercados europeus, já que avançou 0,75% e atingiu os 6.950 pontos, liderado pela valorização da Jerónimo Martins. As ações do grupo saltaram 2,23% e alcançaram os 19,75 euros. Seguiram-se subidas de 1,73% para 3,178 euros na EDP e 1,70% para 1,076 euros na Sonae.

Em sentido contrário ficou a Ibersol, no topo das descidas, ao cair 1,58% até aos 8,72 euros por título. Mais atrás, a Semapa perdeu 1,15% e ficou-se pelos 15,50 euros, ao passo que o BCP contraiu 0,91% para 0,5648 euros.

Entre os principais índices europeus, houve uma tendência clara para o pessimismo entre os investidores. Na origem estão sobretudo as tarifas de 25% anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre as importações realizadas no âmbito do mercado automóvel. Caso entrem em vigor, estas vão perturbar várias cotadas do setor, mas acabaram por penalizar, na sessão bolsista, outros segmentos da economia.

Setores como o tecnológico e o de recursos naturais sofreram com novos receios dos mercados no que diz respeito à inflação, que deverá ser impulsionada pelas tarifas em causa, assim como acontece com outras que já entraram em vigor. De resto, os receios já haviam sido visíveis durante a sessão anterior, na quinta-feira, que também terminou com perdas.

Entre os mais importantes índices europeus, o CAC 40 em França perdeu 0,93% e foi mais além do que as restantes praças. Ao mesmo tempo, houve descidas de 0,89% em Itália, 0,88% em Espanha, 0,82% na Alemanha. O sentimento negativo foi de tal modo transversal que o índice agregado Euro Stoxx 50 derrapou 0,87%.

Ainda assim, o Reino Unido fugiu às perdas e mostrou estabilidade.

Esta segunda-feira, o destaque vai para a economia alemã, que é a mais forte do continente europeu, apesar de estar em recessão há dois anos. O escritório de estatísticas daquele país vai divulgar os dados da inflação em março e das vendas a retalho em fevereiro.