HGV volta a realizar mutirão de cirurgia vascular após denúncias de irregularidades

A retomada foi autorizada após uma reunião entre o CRM-PI e a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi). Mutirão de varizes: HGV volta a realizar as cirurgias nesta segunda-feira, 17/02 O Hospital Getúlio Vargas (HGV), no Centro de Teresina, voltou a realizar, nesta segunda-feira (17), o mutirão de cirurgia vascular que havia sido suspenso pelo Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI) no dia 12 de fevereiro. A retomada foi autorizada após uma reunião entre o CRM-PI e a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi). O serviço foi suspenso após o conselho constatar irregularidades graves que colocam em risco a saúde dos pacientes. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Segundo Anderson Dantas, diretor de Organização Hospitalar da Sesapi, durante a reunião, a secretaria montou um projeto que atendeu as solicitações feitas pelo CRM. O Conselho aprovou o retorno na última quinta-feira (13). "Quando esse procedimento foi iniciado aqui em Teresina, houve uma fiscalização do CRM, como é de costume. O CRM fez um relatório apontando alguns pontos que não estavam conforme para a realização dos procedimentos. Uma questão de conforto, distribuição e separação de pacientes. Diante disso, houve essa interdição parcial e nós fizemos um projeto para corrigir essas inconformidades apresentadas", explicou o diretor. Ainda conforme Anderson Dantas, entre as adequações feitas no HGV, está a disponibilização de mais salas para a realização dos procedimentos e a contratação de mais profissionais aptos para o projeto. O diretor apontou ainda que não foram registradas irregularidades graves que pudessem comprometer os resultados das cirurgias. "Em relação aos prontuários incompletos, foi aumentada a equipe para que ocorra o melhor preenchimento", destacou. Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram CRM denunciou série de irregularidades HGV retoma mutirão de cirurgia vascular após suspensão do CRM-PI CRM-PI O CRM-PI suspendeu eticamente em 12 de fevereiro o mutirão de cirurgia vascular realizado no HGV após constatar irregularidades graves que colocam em risco a saúde dos pacientes. A decisão foi tomada em reunião plenária, suspendendo imediatamente as atividades do mutirão. Entre as falhas encontradas estavam: Ausência de coordenador técnico com RQE na especialidade, obrigatório para coordenar o mutirão; Falta de comunicação ao CRM-PI sobre os médicos participantes; Prontuários incompletos, sem registros de horário de atendimento, histórico de doenças e histórico familiar, exames físicos e complementares, além de falta de exame de estado mental e informações sobre prognóstico e possíveis sequelas; Ambiente inadequado, com todos os procedimentos realizados em uma única sala com nove leitos, sem biombos, onde homens e mulheres ficavam apenas com roupas íntimas e bata descartável semitransparente, sem conforto térmico e acústico; Ausência de cardioversor no local, que contava apenas com um DEA (Desfibrilador Externo Automático), insuficiente para emergências cardíacas; Ausência de contrato com hospital de retaguarda, expondo pacientes a riscos em caso de intercorrências. Riscos aos pacientes O mutirão oferecia apenas escleroterapia com polidocanol para tratamento de veias varicosas e insuficiência venosa crônica, sem alternativas de tratamento. Segundo o CRM-PI, isso aumenta os riscos de complicações como trombose, embolia e dor. O presidente do CRM-PI, João Moura Fé, destacou que o tratamento é incorreto, insuficiente e inadequado, e que os pacientes não recebiam informações sobre outros tratamentos possíveis, riscos e complicações. "A técnica que está sendo usada, a escleroterapia por espuma, é a terceira ou quarta opção. Nesses casos não está sendo dado aos pacientes a opção de escolha do procedimento. Há riscos de trombose, de embolia, dor. O tratamento também não é suficiente. Nós sabemos que uma sessão não é suficiente, é preciso mais sessões e aí o paciente se perde na rede pública. Então o tratamento é incorreto, insuficiente e inadequado”, explicou o presidente. Outras irregularidades O CRM-PI também encontrou falhas graves no mutirão de cirurgia vascular realizado no Hospital Regional de Campo Maior, incluindo a ausência de responsável técnico e do diretor técnico da empresa que realizava os procedimentos. A medida de interdição ética alcança todos os mutirões licitados pela Fundação de Marcolândia, que terceiriza as cirurgias realizadas no estado do Piauí.

Fev 17, 2025 - 18:37
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HGV volta a realizar mutirão de cirurgia vascular após denúncias de irregularidades

A retomada foi autorizada após uma reunião entre o CRM-PI e a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi). Mutirão de varizes: HGV volta a realizar as cirurgias nesta segunda-feira, 17/02 O Hospital Getúlio Vargas (HGV), no Centro de Teresina, voltou a realizar, nesta segunda-feira (17), o mutirão de cirurgia vascular que havia sido suspenso pelo Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI) no dia 12 de fevereiro. A retomada foi autorizada após uma reunião entre o CRM-PI e a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi). O serviço foi suspenso após o conselho constatar irregularidades graves que colocam em risco a saúde dos pacientes. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Segundo Anderson Dantas, diretor de Organização Hospitalar da Sesapi, durante a reunião, a secretaria montou um projeto que atendeu as solicitações feitas pelo CRM. O Conselho aprovou o retorno na última quinta-feira (13). "Quando esse procedimento foi iniciado aqui em Teresina, houve uma fiscalização do CRM, como é de costume. O CRM fez um relatório apontando alguns pontos que não estavam conforme para a realização dos procedimentos. Uma questão de conforto, distribuição e separação de pacientes. Diante disso, houve essa interdição parcial e nós fizemos um projeto para corrigir essas inconformidades apresentadas", explicou o diretor. Ainda conforme Anderson Dantas, entre as adequações feitas no HGV, está a disponibilização de mais salas para a realização dos procedimentos e a contratação de mais profissionais aptos para o projeto. O diretor apontou ainda que não foram registradas irregularidades graves que pudessem comprometer os resultados das cirurgias. "Em relação aos prontuários incompletos, foi aumentada a equipe para que ocorra o melhor preenchimento", destacou. Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram CRM denunciou série de irregularidades HGV retoma mutirão de cirurgia vascular após suspensão do CRM-PI CRM-PI O CRM-PI suspendeu eticamente em 12 de fevereiro o mutirão de cirurgia vascular realizado no HGV após constatar irregularidades graves que colocam em risco a saúde dos pacientes. A decisão foi tomada em reunião plenária, suspendendo imediatamente as atividades do mutirão. Entre as falhas encontradas estavam: Ausência de coordenador técnico com RQE na especialidade, obrigatório para coordenar o mutirão; Falta de comunicação ao CRM-PI sobre os médicos participantes; Prontuários incompletos, sem registros de horário de atendimento, histórico de doenças e histórico familiar, exames físicos e complementares, além de falta de exame de estado mental e informações sobre prognóstico e possíveis sequelas; Ambiente inadequado, com todos os procedimentos realizados em uma única sala com nove leitos, sem biombos, onde homens e mulheres ficavam apenas com roupas íntimas e bata descartável semitransparente, sem conforto térmico e acústico; Ausência de cardioversor no local, que contava apenas com um DEA (Desfibrilador Externo Automático), insuficiente para emergências cardíacas; Ausência de contrato com hospital de retaguarda, expondo pacientes a riscos em caso de intercorrências. Riscos aos pacientes O mutirão oferecia apenas escleroterapia com polidocanol para tratamento de veias varicosas e insuficiência venosa crônica, sem alternativas de tratamento. Segundo o CRM-PI, isso aumenta os riscos de complicações como trombose, embolia e dor. O presidente do CRM-PI, João Moura Fé, destacou que o tratamento é incorreto, insuficiente e inadequado, e que os pacientes não recebiam informações sobre outros tratamentos possíveis, riscos e complicações. "A técnica que está sendo usada, a escleroterapia por espuma, é a terceira ou quarta opção. Nesses casos não está sendo dado aos pacientes a opção de escolha do procedimento. Há riscos de trombose, de embolia, dor. O tratamento também não é suficiente. Nós sabemos que uma sessão não é suficiente, é preciso mais sessões e aí o paciente se perde na rede pública. Então o tratamento é incorreto, insuficiente e inadequado”, explicou o presidente. Outras irregularidades O CRM-PI também encontrou falhas graves no mutirão de cirurgia vascular realizado no Hospital Regional de Campo Maior, incluindo a ausência de responsável técnico e do diretor técnico da empresa que realizava os procedimentos. A medida de interdição ética alcança todos os mutirões licitados pela Fundação de Marcolândia, que terceiriza as cirurgias realizadas no estado do Piauí.