Estúdio brasileiro transforma cultura negra em games e mostra que representatividade também se joga

Com o pé no hip-hop e o coração na quebrada, a Sue The Real está fazendo barulho no mundo dos games — e por bons motivos. Fundado por Raquel Motta e Marcos Silva, o estúdio independente brasileiro quer muito mais do que apenas entreter: a missão é expandir o olhar sobre a cultura negra e […]

Mar 22, 2025 - 20:59
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Estúdio brasileiro transforma cultura negra em games e mostra que representatividade também se joga

Enquanto muita gente ainda acha que “jogo é só brincadeira”, a Sue The Real prova o contrário. O estúdio aposta em narrativas que não só divergem dos estereótipos, como também criam pontes com temas importantes como amizade, comunidade e pertencimento.

Com o pé no hip-hop e o coração na quebrada, a Sue The Real está fazendo barulho no mundo dos games — e por bons motivos. Fundado por Raquel Motta e Marcos Silva, o estúdio independente brasileiro quer muito mais do que apenas entreter: a missão é expandir o olhar sobre a cultura negra e periférica por meio de jogos cheios de identidade, criatividade e reflexões potentes.

“A ideia de criar a Sue The Real nasceu da vontade de ver suas próprias vivências representadas nas telas. “Queríamos criar jogos e animações que falassem sobre nós, sobre o que a gente vive como pessoas negras”, conta a dupla. E assim, com muito talento e referências da cultura hip-hop, nasceu um estúdio que hoje inspira outras pessoas a fazerem o mesmo.”, destaca  Marcos Silva.

Games com alma, flow e crítica
Enquanto muita gente ainda acha que “jogo é só brincadeira”, a Sue The Real prova o contrário. O estúdio aposta em narrativas que não só divergem dos estereótipos, como também criam pontes com temas importantes como amizade, comunidade e pertencimento.

É o caso de One Beat Min, um jogo 2D de ritmo e luta inspirado em batalhas de beatbox que fala sobre sonhos e desafios, e de Hit It Back, que traz o clássico “taco bets” para o universo digital explorando temas como vingança e união no bairro.

“Queremos que as pessoas se divirtam, mas também se sintam representadas. Que vejam suas próprias histórias e dilemas ali”, explica Marcos.