Escândalo? BTG Pactual ofereceu R$ 1 pelo Banco Master enquanto BRB formalizou proposta bilionária
O BTG Pactual propôs adquirir o Banco Master por R$ 1 e utilizar recursos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para cobrir eventuais desequilíbrios financeiros, segundo informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. A proposta também incluía a recapitalização do banco. Paralelamente, o Banco de Brasília (BRB) formalizou uma oferta de R$ 2 […] O post Escândalo? BTG Pactual ofereceu R$ 1 pelo Banco Master enquanto BRB formalizou proposta bilionária apareceu primeiro em O Cafezinho.

O BTG Pactual propôs adquirir o Banco Master por R$ 1 e utilizar recursos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para cobrir eventuais desequilíbrios financeiros, segundo informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
A proposta também incluía a recapitalização do banco. Paralelamente, o Banco de Brasília (BRB) formalizou uma oferta de R$ 2 bilhões para adquirir o controle do Master, em operação que prevê a participação do atual controlador, Daniel Vorcaro, no conselho de administração da instituição.
As negociações entre BTG e Master tiveram início em dezembro de 2024, com múltiplas reuniões realizadas entre as partes.
O processo, no entanto, foi interrompido por falta de consenso entre os grandes bancos que controlam o FGC, órgão responsável por garantir depósitos em instituições financeiras. Com a desistência da proposta do BTG, o BRB passou a liderar as tratativas para aquisição do Master.
A proposta do BRB ainda depende de aprovação do Banco Central (BC), que tem até 360 dias para concluir a análise, conforme previsto na regulamentação em vigor.
Segundo reportagem da Folha, a operação já está sendo acompanhada de perto por autoridades políticas e representantes do mercado financeiro, e se tornou um dos temas mais sensíveis sob a gestão de Gabriel Galípolo na presidência da autarquia.
O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, tem histórico de atuação em operações de risco elevado, especialmente com precatórios e Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com cobertura do FGC.
Estima-se que a instituição tenha emitido aproximadamente R$ 50 bilhões em CDBs, o que equivale a cerca de 47% da capacidade atual do fundo, estimada em R$ 107 bilhões.
O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, informou que o contrato de aquisição foi assinado e que os documentos foram protocolados junto ao BC na última sexta-feira, 28. A concretização do negócio está condicionada ao cumprimento de cinco exigências:
- Conclusão satisfatória da auditoria dos ativos e passivos do Banco Master;
- Reorganização societária do Banco Master;
- Aprovação do Banco Central para a formação de um conglomerado financeiro sob liderança do BRB;
- Homologação dos aumentos de capital nas duas instituições envolvidas;
- Aprovações por parte do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do BC quanto aos aspectos concorrenciais da operação.
Costa declarou que ativos classificados como de alto risco, incluindo precatórios e participações societárias, não serão incorporados pelo BRB. A estimativa inicial do valor desses ativos é de R$ 23 bilhões, podendo haver revisões após a conclusão da auditoria em andamento.
A operação gerou críticas no meio político e entre instituições financeiras. Ricardo Cappelli, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e aliado do governo federal, afirmou em publicação nas redes sociais que “está em curso um dos maiores escândalos do país”.
Representantes de grandes bancos, que preferiram não se identificar publicamente, também expressaram preocupação com os possíveis impactos da transação sobre o FGC e sobre o sistema financeiro.
Desde janeiro de 2024, o Banco Central tem exigido maior alocação dos recursos do FGC em títulos públicos, como forma de reduzir os riscos sistêmicos associados à exposição a instituições com estrutura de captação mais frágil.
A proposta do BRB reacendeu debates sobre os limites de atuação do fundo e o papel do Estado em operações de resgate indireto de instituições privadas.
A condução da operação representa um teste para Gabriel Galípolo, que assumiu a presidência do Banco Central em meio a expectativas quanto à sua postura diante de pressões políticas e setoriais.
O vazamento da negociação, antes da publicação do fato relevante, foi interpretado por agentes do mercado como tentativa de consolidar a percepção de que o acordo já estaria em fase irreversível.
A discrepância entre as propostas — R$ 1 oferecido pelo BTG, com uso do FGC, e R$ 2 bilhões disponibilizados pelo BRB — provocou questionamentos sobre os fundamentos e os riscos embutidos na transação.
A oferta do BTG previa a resolução dos passivos com apoio do fundo garantidor e a posterior reestruturação do banco. Já a proposta do BRB inclui o pagamento com recursos próprios e a exclusão de ativos considerados de alto risco.
O desfecho da operação dependerá da análise técnica do Banco Central e da posição do Cade sobre eventuais implicações concorrenciais. A decisão deve influenciar o cenário do setor bancário e poderá ter repercussões na política econômica nos próximos meses.
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