“É preciso ter dois carros a pontuar”, diz Christian Horner

A ‘máquina trituradora’ da Red Bull no que ao segundo piloto diz respeito prepara-se para ‘torrar’ mais um: Liam Lawson está prestes a regressar à Racing Bulls, por troca com Yuki Tsunoda, depois do que fez em pista nos dois primeiros Grandes Prémios do ano com a Red Bull ter ficado muito abaixo do que […] The post “É preciso ter dois carros a pontuar”, diz Christian Horner first appeared on AutoSport.

Mar 26, 2025 - 17:44
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“É preciso ter dois carros a pontuar”, diz Christian Horner

A ‘máquina trituradora’ da Red Bull no que ao segundo piloto diz respeito prepara-se para ‘torrar’ mais um: Liam Lawson está prestes a regressar à Racing Bulls, por troca com Yuki Tsunoda, depois do que fez em pista nos dois primeiros Grandes Prémios do ano com a Red Bull ter ficado muito abaixo do que esperava a equipa.

A Red Bull está a preparar-se para deixar o paddock de boca aberta assim que confirmar o que todos esperam, a decisão de trocar Liam Lawson por Yuki Tsunoda no GP do Japão, mas será que é correto por parte da equipa colocar todo o ónus do que se está a passar somente no piloto? Recorde-se que o carro tem sido difícil de pilotar até para Max Verstappen, ainda que se admita que Liam Lawson tenha estado mal demais.

Ao invés da paciência que tiveram com Sergio Pérez, que face à sua experiência deveria ter feito mais e melhor na Red Bull, o que Liam Lawson fez no ano passado mostra o seu potencial e tirarem-lhe o tapete agora pode ser um erro. Esta é uma gestão totalmente errónea da Red Bull, com decisões abruptas nem sequer tendo a garantia que Yuki Tsunoda faça melhor.

Seja como for, a confirmar-se é a derradeira oportunidade do japonês, porque a Honda já disse que mais nada pode fazer por ele, sendo quase certo que no final deste ano, poderia sair da estrutura da Red Bull, mas, ironia do destino, em vez de ‘cair’, pois ter agora a oportunidade de se afirmar na primeira equipa. Como são, por vezes, as coisas…

Voltando a Liam Lawson, arrisca-se seriamente a ficar de fora da Red Bull apenas com dois Grandes Prémios, que, valha a verdade, foram péssimos para o neozelandês.

A preocupação de Christian Horner é o destino do Campeonato de Construtores, com a Red Bull já a 42 pontos da McLaren e a 21 da Mercedes. Tendo conquistado o título de equipas em 2022 e 2023, a Red Bull perdeu para a McLaren no ano passado – a equipa sediada em Milton Keynes terminou em terceiro lugar, atrás da equipa da papaia e da segunda classificada Ferrari – em grande parte porque a Red Bull não tinha ambos os seus pilotos a marcar pontos suficientes.

Enquanto Verstappen marcaria pontos suficientes para ganhar o título de Pilotos de 2024 mais uma vez, o companheiro de equipa do ano passado, Sergio Perez, acabou em oitavo lugar na classificação, com menos 285 pontos.

Com a Red Bull a decidir substituir Pérez por Lawson para 2025, devido à má forma do mexicano que prejudicou as suas hipóteses no Campeonato de Construtores, os resultados dos dois primeiros fins de semana não foram os esperados. No entanto, Horner fez questão de sublinhar que o título ainda não está fora de alcance, após os dois primeiros fins-de-semana dececionantes de Lawson com a equipa: “Nunca se diz nunca,” disse Horner depois de ser questionado se as honras da equipa já estavam fora de alcance.

“Acho que uma coisa que a McLaren provou a toda a gente no ano passado é que se pode ter um início de ano atribulado e ainda assim ser muito competitivo. Estamos a oito pontos de distância no Campeonato de Pilotos.

“O Campeonato [de Equipas] é uma tarefa muito difícil e temos de fazer progressos significativos com o carro para podermos lutar por ele. É preciso ter dois carros a pontuar, o que obviamente nos prejudicou muito no ano passado.

“Temos de ter dois carros a pontuar e, mesmo para competir pelo Campeonato de Pilotos, temos de ter outro carro em jogo. É de importância vital para a equipa garantir que temos os dois pilotos a correr o mais perto possível da frente” disse Horner, sublinhando o facto de ter dois bons pilotos ajuda muito a equipa com as estratégias, mesmo que esta trabalhe quase exclusivamente para somente um deles…

Enquanto Verstappen terminou em segundo, terceiro e quarto nos três eventos pontuáveis desta temporada até agora, Lawson ainda quase não conseguiu sair da ‘casa de partida’, tendo cruzado a linha em 14º no Sprint e em 15º no Grande Prémio da China – um resultado que se tornou P12 após três desqualificações de carros à frente.

Em contraste, a McLaren conseguiu duas vitórias, incluindo um 1-2, mais um pódio no Sprint e, sem dúvida, estaria mais à frente se não fosse a chuva tardia na Austrália, que custou a Piastri a sua hipótese de chegar a P2.

Se juntarmos a Mercedes à mistura, com George Russell a conseguir dois pódios nos dois primeiros Grandes Prémios, enquanto Kimi Antonelli tem somado pontos em todas as oportunidades até agora, é fácil perceber porque é que a pressão sobre a Red Bull já está a aumentar.

“No final, há 400 engenheiros na nossa equipa que estão todos a analisar os 600 sensores que estão no carro, por isso há muita informação que temos”, disse Horner, quando questionado sobre como dar a volta à situação.

Em termos de inspiração, a Red Bull não precisa de procurar mais do que os seus rivais, depois de as melhorias da McLaren ao longo de 2024 a terem visto terminar o ano com o melhor carro. A Red Bull espera poder emular isso em 2025, à medida que a época avança.The post “É preciso ter dois carros a pontuar”, diz Christian Horner first appeared on AutoSport.