Com varredura antibomba, STF inicia operação para julgamento de Bolsonaro
Ações de segurança na capital federal envolvem diferentes órgãos da República

O STF deflagrou, nesta segunda, o esquema de segurança para o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outro integrantes da cúpula do governo passado que foram denunciados pela PGR por tentativa de golpe de Estado.
A ação, em parceria com a Secretaria de Segurança do Distrito Federal, vai ampliar o isolamento da Praça dos Três Poderes com grades — desde o atentado a bombas em novembro do ano passado, a Corte já era protegida por barreiras — e reforçar as entradas do tribunal, com checagem de quem entra no Supremo. Uma varredura antibombas ocorrerá na Corte nesta segunda-feira, além de outros preparativos de segurança.
A Corte, como se sabe, conta com uma Polícia Judicial fortemente armada e equipada para atuar na defesa do tribunal em situações de risco.
O julgamento de Bolsonaro e outros investigados na trama golpista está marcado para começar na manhã desta terça-feira, na Primeira Turma do Supremo.
Cinco ministros vão votar para decidir se aceitam as acusações da PGR e tornam Bolsonaro e outros investigados réus por diferentes crimes envolvendo o plano de golpe de Estado.
A segurança foi reforçada diante do aumento do fluxo de ameaças direcionadas aos ministros e ao próprio tribunal, desde que Alexandre de Moraes liberou o caso para julgamento.
Além da ação na Praça dos Três Poderes, diferentes órgãos de inteligência monitoram eventuais ameaças nas redes sociais. A Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento foi criada por Ibaneis Rocha para atuar nessas situações.