Bernard Arnault não está pronto para abandonar trono da LVMH (e pode manter-se como CEO até aos 85 anos)
Magnata ainda não está pronto para se retirar. Apesar de já somar 76 primaveras, o francês, cuja fortuna está avaliada em mais de 200 mil milhões de dólares, pretende continuar a liderar o grupo LVMH.


Bernard Arnault ainda não está pronto para se retirar. Apesar de já somar 76 primaveras, o magnata francês do luxo, cuja fortuna está avaliada em mais de 200 mil milhões de dólares, pretende continuar a liderar o grupo LVMH. Na próxima assembleia-geral da empresa, marcada para 17 de abril, os acionistas deverão votar uma proposta do próprio Arnault que pode estender a sua permanência à frente do conglomerado até aos 85 anos.
Segundo a agência Reuters, esta será a segunda vez que Arnault adota estratégias para prolongar a sua liderança. Em 2022, a empresa já tinha aprovado o aumento da idade de reforma para os 80 anos. Agora, o empresário pode garantir mais uma década ao comando da LVMH, um dos maiores grupos de luxo e moda do mundo.
O anúncio do prolongamento da sua liderança surge num momento de tensão comercial. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor taxas de 200% sobre vinhos, champanhe e outras bebidas alcoólicas da União Europeia, em resposta às medidas adotadas por Bruxelas. França, um dos países mais afetados, verá a sua indústria do luxo sob pressão, e a divisão Moët Hennessy da LVMH poderá ser diretamente impactada.
Desde que Trump foi eleito, Arnault tem procurado manter boas relações com o presidente norte-americano. Em 2019, investiu no mercado dos EUA com a compra da joalharia Tiffany e, desde então, tem estado presente em eventos-chave, como a reabertura da catedral de Notre Dame e a cerimónia de posse de Trump em janeiro deste ano. A relação entre os dois começou há seis anos, com a inauguração de uma fábrica de Louis Vuitton no Texas, EUA.
Arnault, que lidera a LVMH desde 1989, ainda não revelou publicamente o nome do seu sucessor. No entanto, a transição familiar poderá já estar em curso, com a estruturação legal e a nomeação estratégica de seus filhos para cargos-chave no grupo.
Delphine e Antoine Arnault, do primeiro casamento do magnata, foram os primeiros a assumir cargos de destaque. Delphine, impulsionadora do LVMH Prize, é desde 2023 a CEO da Christian Dior Couture, a maison mais importante do grupo.