Saúde Bucal: estudo mostra altos índices de cárie e gengivite no Brasil
Pesquisa do Ministério da Saúde aponta que apenas 5,2% dos adultos não têm cáries; especialistas reforçam a importância da higiene completa, incluindo o uso de enxaguante bucal The post Saúde Bucal: estudo mostra altos índices de cárie e gengivite no Brasil appeared first on InfoMoney.


O Dia Mundial da Saúde Bucal acontece nesta quinta-feira (20), com o objetivo de conscientizar as pessoas quando se trata de hábitos de higiene, já que pecar nesse aspecto pode causar danos irreversíveis. A pesquisa SB Brasil 2023, desenvolvida pelo Ministério da Saúde, mostra um cenário preocupante da saúde bucal no país.
O levantamento do ministério visa orientar o planejamento para a oferta de serviços para saúde bucal nos próximos 10 anos, além de reforçar estratégias de prevenção sobre uma higiene oral completa, incluindo o uso de enxaguante bucal.
Segundo os dados, há altas taxas de cárie não tratada e gengivite em diversas faixas etárias. Em especial, entre adultos de 35 a 44 anos, somente 5,2% dos entrevistados não possuem cáries.
Além da cárie, o cálculo dentário (tártaro) aparece entre 54,13% dos participantes do levantamento. No caso do sangramento gengival, um sintoma de gengivite, é observado em 41,53%.
Vale frisar que a gengivite, caso não seja tratada, pode evoluir para periodontite, doença mais grave que pode levar à perda óssea e à perda dos dentes.
A recomendação dos especialistas do mercado em relação à higienização bucal vem por meio de três etapas realizadas pelo menos duas vezes ao dia:
- escovação;
- limpeza interdental;
- bochecho com enxaguante bucal.
“A prevenção é o melhor caminho para uma boa saúde bucal. O autocuidado, realizando diariamente escovação, seguido do uso de fio dental e enxaguante com óleos essenciais são forte aliados nesse caminho”, disse Nathalia Cerbara, Gerente de Assuntos Médicos na Kenvue.
Enxaguante bucal é realmente necessário?
A diretriz do Ministério da Saúde (2024) informa que pacientes em tratamento da gengivite podem aproveitar os benefícios do enxaguante, já que os impactos positivos são comprovados. Mesmo assim, a penetração do enxaguante bucal na rotina de higiene oral dos brasileiros ainda é baixa.
Conforme a diretriz, o uso de agentes químicos presentes em colutórios (bochechos) pode ser considerado em usuários não respondentes às abordagens mecânicas. Recomenda-se a utilização de antissépticos à base de óleos essenciais (com ou sem álcool) para períodos acima de 30 dias.
Esta também é a recomendação da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica, conforme publicado em seu Guia de Cuidado Diário em Saúde Bucal para Profissionais de Saúde, com base nas evidências científicas sobre os benefícios do uso do enxaguante bucal com óleos essenciais.
Um estudo da American Dental Hygienists’ Association aponta uma redução de 52% da placa bacteriana dentro de um período de 6 meses quando o enxaguante bucal foi adicionado à escovação e ao uso do fio dental.
Outra pesquisa, apresentada na 86ª Sessão Geral da Associação Internacional de Pesquisa Odontológica, mostra que há uma redução de 21% da gengivite em comparação à escovação e ao uso do fio dental.
“Muitas pessoas acreditam que a escovação e o uso do fio dental são suficientes, mas o enxaguante bucal oferece benefícios adicionais e uma limpeza completa”, esclarece Nathalia Cerbara. “Ele alcança áreas em que a escova e o fio dental não conseguem atingir, como as regiões entre os dentes e a parte posterior da língua, além de auxiliar na eliminação de bactérias e na prevenção do mau hálito”, conclui.
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