Quer saber como andam os ralis na América do Sul? Federico Ensslin explica…
Federico Ensslin é um piloto uruguaio de ralis que marcou presença no Rali do Algarve, naquela que foi a primeira vez que competiu fora da América do Sul. O piloto uruguaio tem tido uma trajetória de ascensão nos ralis desde 2022, começou por vencer o campeonato uruguaio e, no ano seguinte, recebeu um convite para […] The post Quer saber como andam os ralis na América do Sul? Federico Ensslin explica… first appeared on AutoSport.

Federico Ensslin é um piloto uruguaio de ralis que marcou presença no Rali do Algarve, naquela que foi a primeira vez que competiu fora da América do Sul. O piloto uruguaio tem tido uma trajetória de ascensão nos ralis desde 2022, começou por vencer o campeonato uruguaio e, no ano seguinte, recebeu um convite para competir no Campeonato Brasileiro de Ralis. Em 2023, conquistou tanto o Campeonato Gaúcho quanto o Campeonato Brasileiro, e seguindo essa evolução, participou do Campeonato Sul-Americano (Codasur) onde também obteve sucessos.
Este ano, decidiu dar mais um passo e competir na Europa. O seu principal objetivo passa por disputar o Campeonato Espanhol de Ralis de Terra, além de planear uma participação no Rali de Portugal.
Fez a sua primeira prova com um Rally2 para ganhar experiência antes do início do campeonato em Pozoblanco.
Federico Ensslin também destaca a crescente força dos ralis na América do Sul, mencionando que países como Paraguai, Argentina e Chile têm campeonatos cada vez mais competitivos. Acredita que o Brasil ainda não está pronto para receber uma prova do WRC, mas vê o Uruguai com potencial para isso no futuro.
Federico, como é que surgiu a tua participação na Codasur e por que vieste para Portugal?
“Desde 2022, temos vindo a fazer uma evolução constante. Sou uruguaio e, em 2022, ganhei o campeonato local. Em 2023, recebi um convite para participar no Campeonato Brasileiro de Rali com o Mitsubishi Evo X, onde consegui vencer tanto o Campeonato Gaúcho como o Campeonato Brasileiro. Continuando essa progressão, decidimos participar no campeonato sul-americano, onde também obtivemos sucesso. Assim, o próximo passo lógico seria vir para a Europa. O nosso projeto para este ano é competir no Campeonato Espanhol de Terra.
Depois, ouvi dizer que este Rali do Algarve é muito bonito, com grandes nomes e um nível incrível, por isso viemos testar o carro e conhecer a equipa, já que é a minha primeira corrida com eles e a primeira vez que corro com um Rally2. Estamos aqui para ganhar experiência antes do Campeonato Espanhol, que começa para nós em Pozoblanco.”
Fala-nos um pouco de ti?
Eu sou metade uruguaio, e também brasileiro. O meu pai é brasileiro, eu moro na fronteira na cidade de Rio Branco fronteira com Jaguarão, o que é Brasil. Uruguai é a minha terra a Natal, a minha pátria, mas também temos um pouquinho do coração no Brasil.
Sim, agora vens para a Europa, qual é a tua ideia, que ralis vais fazer?
Vamos fazer o Campeonato Espanhol de Terra e a ideia seria também fazer o mundial aqui em Portugal…
Conta-nos como andam os ralis da América do Sul, Uruguai, Paraguai, Argentina, Brasil, Bolívia, etc…
“Os ralis dependem um pouco dos países, o Paraguai tem ralis muito fortes, este último ano o campeonato Codasur começou no Paraguai, e teve 35 inscritos só nos Rally2, teve mais de 20 inscritos nos Rally4 e Rally5, então é muito forte, na Argentina também tem ralis muito, muito fortes. Nas corridas locais da Argentina arrancam mais de 30 Rally2. No Chile também é muito forte, tem uns 10-12 Rally2, depois Rally4 e Rally5, no Uruguai, começaram o ano passado por chegar alguns Rally5 e Rally4, os carros FIA, e no Brasil também.
O Brasil tem uma tradição muito forte, mas nos Rally-Raid de todo-o-terreno, o Rally dos Sertões e tudo mais, e os ralis de velocidade está agora ‘pegando força’, ainda no Brasil está a correr-se com os Mitsubishi e os Maxi Rally que são similares aos N5, e bom, na América do Sul, eu acho que tá crescendo este ano, no Uruguai em novembro vai ter a primeira final do Pan-Americano, onde vão correr todos os concorrentes sul-americanos e vão ‘descer’ os pilotos que correm na NACAM, que é México, Estados Unidos e Canadá. Vão ‘descer’ para fazer a final do Pan-Americano. Isso em novembro, no Uruguai, em Punta Del Este, vai ser uma prova muito, muito boa, muito especial…”
Achas que o Brasil, onde o WRC já esteve, começa a haver vontade, depois de verem o Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile, alguns com ralis do WRC, de fazer o mesmo, tentar receber o WRC, ou ainda é muito cedo para pensar nisso?
“O Brasil, acho que está um pouco longe, ainda. O Brasil tem uma prova que se faz lá, o Rally de Erechim, que é um clássico do Brasil que leva muito público, e é uma prova muito boa. Mas eu acho que o Brasil ainda está um pouco longe disso. Diria que o Uruguai está um pouco mais perto, talvez de pela organização, a organização do Uruguai é muito boa, as nossas provas lá, enquanto organização são ‘top-top’, eu acho que o Uruguai seria um grande sonho para todo o povo uruguaio, para toda a organização, levar uma etapa do WRC para o Uruguai. Quem sabe! Já foi para o Chile, Argentina, agora Paraguai, para 2027, talvez levar o Mundial de Ralis ao Uruguai…”The post Quer saber como andam os ralis na América do Sul? Federico Ensslin explica… first appeared on AutoSport.