Criança de sete anos sobrevive à descarga elétrica no Pará; veja vídeo
Menina arremessou uma vareta com fio na ponta contra fiação elétrica, mas sofreu apenas ferimentos leves

Uma menina de sete anos, identificada como Nikolly Gabriela de Sousa, sofreu uma descarga elétrica ao brincar na varanda de casa. O caso foi registrado no dia 24 de março, durante um almoço de família na cidade de Cametá, nordeste do Pará.
Nikolly brincava com a vareta de um balão iluminado com pisca-pisca, quando retirou o balão e o brinquedo ficou apenas com o bastão e o cabo que liga a luz. A menina, então, atirou a vareta contra fios de um poste de energia, momento em que recebe a descarga elétrica e é arremessada ao chão.
Segundo o pai de Nikolly, Carlos Roberto de Sousa, ao portal g1, ela sofreu ferimentos leves nas mãos e nas pernas. A criança foi levada a urgência do hospital da cidade e liberada na mesma noite após realizar exames e constatar que passava bem. Já garota revela que apenas lembra de se sentir fraca.
Carlos afirmou que a fiação elétrica próxima a casa já era um problema para os moradores, que haviam solicitado uma vistoria da concessionária de energia há cerca de dois anos, pedido que não foi atendido. Três dias após o incidente (27/3), uma nova solicitação foi feita, também ignorada.
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Por meio de nota, a Equatorial Pará informou que "lamenta o acidente ocorrido e que reforça que obras com dois ou mais andares exigem atenção especial, pois não devem ser realizadas próximas à rede elétrica. Paredes, janelas e sacadas devem manter uma distância mínima de três metros da rede de energia, a fim de evitar o toque acidental."
A empresa afirmou ainda que qualquer tentativa de manipular a rede elétrica para afastá-la do local da obra é proibida, pois apenas profissionais autorizados pela Distribuidora estão capacitados para realizar tal tipo de intervenção. A Equatorial disse que o acidente foi causado pelo material condutor do brinquedo da criança, mas que "após tomar conhecimento do ocorrido — mesmo considerando que a construção foi realizada fora da faixa de segurança —, avaliará junto ao cliente as medidas necessárias para que não haja mais acidentes."
Como ela sobreviveu?
Segundo a engenheira eletricista Fabyola Resende, quanto mais tempo uma pessoa fica em contato com a corrente elétrica, maior o risco de lesões graves: “No caso da criança, o contato foi rápido, o que provavelmente evitou que a eletricidade causasse danos mais sérios ou até fatais.”
A vareta e o pisca-pisca de LED – feitos de materiais condutores de energia – aumentam os riscos de choque. Mas como era um objeto fino, o contato pode ter feito o brinquedo derreter e interromper a corrente elétrica. Fabyola explica que esses componentes podem causar curtos-circuitos ou superaquecimento, o que pode resultar em incêndios ou queimaduras.
Entretanto, a especialista alerta que os órgãos responsáveis precisam acompanhar e inspecionar regularmente as obras para garantir que tudo esteja dentro das normas. Ela enfatiza a necessidade de um isolamento reforçado dos cabos e uma barreira de sinalização que impeça a aproximação em áreas de risco.
“A instalação de fiação elétrica subterrânea pode reduzir muito o risco de acidentes, já que os cabos ficam protegidos e fora do alcance das pessoas”, sugere. Fabyola ainda indica que calçados de borracha – material isolante – podem ajudar a proteger contra choques elétricos, mas que ambientes molhados tornam a descarga ainda mais perigosa.
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