Criança de sete anos sobrevive à descarga elétrica no Pará; veja vídeo

Menina arremessou uma vareta com fio na ponta contra fiação elétrica, mas sofreu apenas ferimentos leves

Abr 2, 2025 - 23:08
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Criança de sete anos sobrevive à descarga elétrica no Pará; veja vídeo

Uma menina de sete anos, identificada como Nikolly Gabriela de Sousa, sofreu uma descarga elétrica ao brincar na varanda de casa. O caso foi registrado no dia 24 de março, durante um almoço de família na cidade de Cametá, nordeste do Pará. 

Nikolly brincava com a vareta de um balão iluminado com pisca-pisca, quando retirou o balão e o brinquedo ficou apenas com o bastão e o cabo que liga a luz. A menina, então, atirou a vareta contra fios de um poste de energia, momento em que recebe a descarga elétrica e é arremessada ao chão. 

Segundo o pai de Nikolly, Carlos Roberto de Sousa, ao portal g1, ela sofreu ferimentos leves nas mãos e nas pernas. A criança foi levada a urgência do hospital da cidade e liberada na mesma noite após realizar exames e constatar que passava bem. Já garota revela que apenas lembra de se sentir fraca. 

Carlos afirmou que a fiação elétrica próxima a casa já era um problema para os moradores, que haviam solicitado uma vistoria da concessionária de energia há cerca de dois anos, pedido que não foi atendido. Três dias após o incidente (27/3), uma nova solicitação foi feita, também ignorada. 

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Por meio de nota, a Equatorial Pará informou que "lamenta o acidente ocorrido e que reforça que obras com dois ou mais andares exigem atenção especial, pois não devem ser realizadas próximas à rede elétrica. Paredes, janelas e sacadas devem manter uma distância mínima de três metros da rede de energia, a fim de evitar o toque acidental."

A empresa afirmou ainda que qualquer tentativa de manipular a rede elétrica para afastá-la do local da obra é proibida, pois apenas profissionais autorizados pela Distribuidora estão capacitados para realizar tal tipo de intervenção. A Equatorial disse que o acidente foi causado pelo material condutor do brinquedo da criança, mas que "após tomar conhecimento do ocorrido — mesmo considerando que a construção foi realizada fora da faixa de segurança —, avaliará junto ao cliente as medidas necessárias para que não haja mais acidentes."

Como ela sobreviveu?

Segundo a engenheira eletricista Fabyola Resende, quanto mais tempo uma pessoa fica em contato com a corrente elétrica, maior o risco de lesões graves: “No caso da criança, o contato foi rápido, o que provavelmente evitou que a eletricidade causasse danos mais sérios ou até fatais.” 

A vareta e o pisca-pisca de LED – feitos de materiais condutores de energia – aumentam os riscos de choque. Mas como era um objeto fino, o contato pode ter feito o brinquedo derreter e interromper a corrente elétrica. Fabyola explica que esses componentes podem causar curtos-circuitos ou superaquecimento, o que pode resultar em incêndios ou queimaduras. 

Entretanto, a especialista alerta que os órgãos responsáveis precisam acompanhar e inspecionar regularmente as obras para garantir que tudo esteja dentro das normas. Ela enfatiza a necessidade de um isolamento reforçado dos cabos e uma barreira de sinalização que impeça a aproximação em áreas de risco.

“A instalação de fiação elétrica subterrânea pode reduzir muito o risco de acidentes, já que os cabos ficam protegidos e fora do alcance das pessoas”, sugere. Fabyola ainda indica que calçados de borracha – material isolante – podem ajudar a proteger contra choques elétricos, mas que ambientes molhados tornam a descarga ainda mais perigosa.