UE rejeita alívio de sanções à Rússia para um cessar-fogo

Bruxelas rejeita levantar as sanções a um banco russo, como exigia Moscovo para avançar com o acordo para o cessar-fogo parcial. As sanções sobre o regime de Putin irão manter-se até à “retirada incondicional” das tropas russas da Ucrânia, avança o Financial Times (acesso pago, conteúdo em inglês). “O fim da agressão russa não provocada […]

Mar 26, 2025 - 20:40
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UE rejeita alívio de sanções à Rússia para um cessar-fogo

Bruxelas rejeita levantar as sanções a um banco russo, como exigia Moscovo para avançar com o acordo para o cessar-fogo parcial. As sanções sobre o regime de Putin irão manter-se até à “retirada incondicional” das tropas russas da Ucrânia, avança o Financial Times (acesso pago, conteúdo em inglês).

“O fim da agressão russa não provocada e injustificada na Ucrânia e a retirada incondicional de todas as forças militares russas de todo o território da Ucrânia seriam uma das principais pré-condições para alterar ou suspender as sanções”, referiu Anitta Hipper, porta-voz da Comissão Europeia para os negócios estrangeiros, ao jornal britânico.

“O foco principal da UE continua a ser maximizar a pressão sobre a Rússia, utilizando todas as ferramentas disponíveis, incluindo sanções, para diminuir a capacidade da Rússia de travar a sua guerra contra a Ucrânia”, acrescentou a responsável.

A posição da Comissão Europeia surge depois de os EUA terem anunciado um acordo de cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia em torno da infraestrutura energética e do Mar Negro.

Mais tarde, o Kremlin alegou que o acordo dependia da retirada de sanções, incluindo aquelas que pendem sobre o Rosselkhozbank, um banco envolvido no financiamento da produção e exportação de alimentos, e da religação da instituição financeira ao sistema global de mensagens bancárias Swift.

A Comissão rejeitou ainda as acusações da Rússia de que as sanções contra Moscovo restringiram as exportações de alimentos e fertilizantes. “A UE tem apoiado consistentemente os esforços para melhorar a segurança alimentar global. As sanções da UE não têm como alvo o comércio de produtos agrícolas, incluindo alimentos, cereais e fertilizantes, de forma alguma, entre a Rússia e países terceiros”, frisou Anitta Hipper.