Governo de SP realiza nesta sexta-feira leilão de linhas da CPTM que atendem o Alto Tietê

Grupo CCR, que inclui a ViaMobilidade, e o Grupo Comporte Participações S.A foram as únicas empresas que apresentaram proposta para o leilão. Consórcio vencedor vai administrar as linhas que cortam a região por 25 anos. Linha 11-Coral da CPTM ganhará uma nova estação no distrito de César de Souza, em Mogi das Cruzes Reprodução/ TV Diário O leilão de concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira, que cortam cidades do Alto Tietê, e a linha 13-Jade, chamado de Lote Alto Tietê, está marcado será realizado nesta sexta-feira (28), na sede da B3, no Centro de São Paulo. De acordo com o edital, a concessão de 25 anos prevê R$ 14,3 bilhões de investimentos, segundo a Secretaria Estadual de Parcerias em Investimentos (SPI). Na terça-feira (25), o governo paulista divulgou que o grupo CCR, que inclui a ViaMobilidade, e o Grupo Comporte Participações S.A foram as únicas empresas que apresentaram proposta para o leilão de linhas da CPTM na capital paulista. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp O governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirma que vencerá a disputa o grupo que oferecer o maior desconto sobre as contraprestações que o Estado deverá pagar ao concessionário, cujo montante máximo foi calculado em até R$ 1,49 bilhão ao ano. Além disso, está previsto o pagamento de um aporte público para viabilizar as obras de melhoria das três linhas com valor estimado em R$ 10 bilhões. De acordo com Augusto Almudin, diretor de Assuntos Corporativos da Companhia Paulista de Parcerias (CPP), da SPI, o objetivo do governo estadual com a concessão é modernizar e expandir as linhas. “Então, por exemplo, a linha 11 a gente está prevendo a reforma de todas as estações existentes. Então, todas vão ter acessibilidade, todas vão ter cobertura de plataforma, cobertura de passarela, monitoramento com câmera e todas vão ter extintas também suas passagens em nível. Em Mogi das Cruzes isso é um tema relevante, porque existem mais de quatro passagens em nível depois da estação Jundiapeba”. LEIA MAIS: CCR, que inclui a ViaMobilidade, e Grupo Comporte são únicas empresas que apresentaram proposta para leilão das três linhas de trens da CPTM Governo de SP publica edital para concessão das linhas 11, 12 e 13 da CPTM à iniciativa privada; veja detalhes Atualmente, as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda são concedidas à ViaMobilidade e agora são concedidas as linhas 11, 12 e 13. O próximo projeto da SPI abrange as linhas 10 e 14 da CPTM. Linha 12-Safira será extendida até a estação Suzano da CPTM com o edital de concessão Vinícius Silva/TV Diário Expectativa da população O feirante Rodrigo Aparecido Clécio da Silva conta que espera uma renovação no sistema ferroviário que atende a região a partir da concessão, principalmente na estação Jundiapeba da linha 11, que ele utiliza com frequência. "Vê a estação de Suzano tão bonita e só a nossa pra trás. Várias estações foram renovadas, só falta a nossa. Escada rolante, tanto pra pessoas deficientes. É muita dificuldade na rampa, e faz anos que está do mesmo jeito. Está na hora de mudar já, né? Ter elevador pra turma atravessar do outro lado". Outro morador da região que acessa a CPTM pela estação de Jundiapeba é o auxiliar de monitoramento Daniel Angelis. Ele espera que a concessão das linhas ofereça uma melhoria no serviço e evite a superlotação dos trens no deslocamento para o trabalho. Edital de concessão prevê a reforma da estação Jundiapeba da CPTM, em Mogi das Cruzes Everton Dertonio "Eu, como portador de necessidades especiais, vejo a dificuldade, até mesmo pela superlotação, de encontrar assento pra sentar, porque muitas vezes eu venho e vou a pé. É muito lotado e não tem onde sentar. E também acessibilidade de escada, já não tem uma escada rolante, que aí precisa de passarela ou escada. Tem algumas outras estações que também é bem dificultoso, em relação pra nós, com necessidade especial". Já a fonoaudióloga Ana Paula da Silva Queiroz Teixeira, moradora de César de Sousa, também em Mogi das Cruzes, acredita que a construção da nova estação pode desafogar o trânsito local e melhorar e vai facilitar a vida dos usuários do sistema de trilhos que vivem e trabalham no distrito. "Acho que a mobilidade pode melhorar muito em César de Sousa, na medida em que as pessoas que precisam ir para a Capital ou para as cidades na zona Leste, conseguirão pegar o trem aqui mesmo no bairro, sem que precisem ir de carro ou de ônibus para outras estações na cidade como Estudantes ou Mogi das Cruzes para pegar o trem. Essa facilidade pode, inclusive, diminuir o trânsito local no horário de pico, uma vez que, não precisarão mais se deslocarem sentido bairro-Centro ou vice versa". Ana Paula acrescenta que o deslocamento da população dentro de Mogi será facilitado com a nova estação. "Além de facilitar o deslocamento para outras cidades, isso não se dará mesmo para os moradores locais que precisam ir apenas até o Centro de Mogi, até a região do shopping e das universidades, ou mesm

Mar 28, 2025 - 12:14
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Governo de SP realiza nesta sexta-feira leilão de linhas da CPTM que atendem o Alto Tietê

Grupo CCR, que inclui a ViaMobilidade, e o Grupo Comporte Participações S.A foram as únicas empresas que apresentaram proposta para o leilão. Consórcio vencedor vai administrar as linhas que cortam a região por 25 anos. Linha 11-Coral da CPTM ganhará uma nova estação no distrito de César de Souza, em Mogi das Cruzes Reprodução/ TV Diário O leilão de concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira, que cortam cidades do Alto Tietê, e a linha 13-Jade, chamado de Lote Alto Tietê, está marcado será realizado nesta sexta-feira (28), na sede da B3, no Centro de São Paulo. De acordo com o edital, a concessão de 25 anos prevê R$ 14,3 bilhões de investimentos, segundo a Secretaria Estadual de Parcerias em Investimentos (SPI). Na terça-feira (25), o governo paulista divulgou que o grupo CCR, que inclui a ViaMobilidade, e o Grupo Comporte Participações S.A foram as únicas empresas que apresentaram proposta para o leilão de linhas da CPTM na capital paulista. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp O governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirma que vencerá a disputa o grupo que oferecer o maior desconto sobre as contraprestações que o Estado deverá pagar ao concessionário, cujo montante máximo foi calculado em até R$ 1,49 bilhão ao ano. Além disso, está previsto o pagamento de um aporte público para viabilizar as obras de melhoria das três linhas com valor estimado em R$ 10 bilhões. De acordo com Augusto Almudin, diretor de Assuntos Corporativos da Companhia Paulista de Parcerias (CPP), da SPI, o objetivo do governo estadual com a concessão é modernizar e expandir as linhas. “Então, por exemplo, a linha 11 a gente está prevendo a reforma de todas as estações existentes. Então, todas vão ter acessibilidade, todas vão ter cobertura de plataforma, cobertura de passarela, monitoramento com câmera e todas vão ter extintas também suas passagens em nível. Em Mogi das Cruzes isso é um tema relevante, porque existem mais de quatro passagens em nível depois da estação Jundiapeba”. LEIA MAIS: CCR, que inclui a ViaMobilidade, e Grupo Comporte são únicas empresas que apresentaram proposta para leilão das três linhas de trens da CPTM Governo de SP publica edital para concessão das linhas 11, 12 e 13 da CPTM à iniciativa privada; veja detalhes Atualmente, as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda são concedidas à ViaMobilidade e agora são concedidas as linhas 11, 12 e 13. O próximo projeto da SPI abrange as linhas 10 e 14 da CPTM. Linha 12-Safira será extendida até a estação Suzano da CPTM com o edital de concessão Vinícius Silva/TV Diário Expectativa da população O feirante Rodrigo Aparecido Clécio da Silva conta que espera uma renovação no sistema ferroviário que atende a região a partir da concessão, principalmente na estação Jundiapeba da linha 11, que ele utiliza com frequência. "Vê a estação de Suzano tão bonita e só a nossa pra trás. Várias estações foram renovadas, só falta a nossa. Escada rolante, tanto pra pessoas deficientes. É muita dificuldade na rampa, e faz anos que está do mesmo jeito. Está na hora de mudar já, né? Ter elevador pra turma atravessar do outro lado". Outro morador da região que acessa a CPTM pela estação de Jundiapeba é o auxiliar de monitoramento Daniel Angelis. Ele espera que a concessão das linhas ofereça uma melhoria no serviço e evite a superlotação dos trens no deslocamento para o trabalho. Edital de concessão prevê a reforma da estação Jundiapeba da CPTM, em Mogi das Cruzes Everton Dertonio "Eu, como portador de necessidades especiais, vejo a dificuldade, até mesmo pela superlotação, de encontrar assento pra sentar, porque muitas vezes eu venho e vou a pé. É muito lotado e não tem onde sentar. E também acessibilidade de escada, já não tem uma escada rolante, que aí precisa de passarela ou escada. Tem algumas outras estações que também é bem dificultoso, em relação pra nós, com necessidade especial". Já a fonoaudióloga Ana Paula da Silva Queiroz Teixeira, moradora de César de Sousa, também em Mogi das Cruzes, acredita que a construção da nova estação pode desafogar o trânsito local e melhorar e vai facilitar a vida dos usuários do sistema de trilhos que vivem e trabalham no distrito. "Acho que a mobilidade pode melhorar muito em César de Sousa, na medida em que as pessoas que precisam ir para a Capital ou para as cidades na zona Leste, conseguirão pegar o trem aqui mesmo no bairro, sem que precisem ir de carro ou de ônibus para outras estações na cidade como Estudantes ou Mogi das Cruzes para pegar o trem. Essa facilidade pode, inclusive, diminuir o trânsito local no horário de pico, uma vez que, não precisarão mais se deslocarem sentido bairro-Centro ou vice versa". Ana Paula acrescenta que o deslocamento da população dentro de Mogi será facilitado com a nova estação. "Além de facilitar o deslocamento para outras cidades, isso não se dará mesmo para os moradores locais que precisam ir apenas até o Centro de Mogi, até a região do shopping e das universidades, ou mesmo até as regiões de Brás Cubas e Jundiapeba, já que teremos essa condição também por trem", finaliza. Intervenções previstas e funcionamento do leilão Atualmente, as linhas 11, 12 e 13 somam 102 km de extensão e possuem 29 estações em operação. Com a parceria público-privada (PPP), a concessionária responsável terá que construir, ao todo, 22,6 km de via — totalizando 124,6 km — e oito novas estações — que chegarão a 37. Segundo o secretário Rafael Benini, da SPI, a previsão é que a transição operacional das linhas leve dois anos (24 meses), período no qual serão realizados treinamentos e operação assistida pela CPTM. A atuação da concessionária será regulamentada e fiscalizada pela Artesp, a Agência de Transportes do Estado de São Paulo. Caberá a ela extinguir a concessão, nos casos e condições previstos em lei e no contrato a ser firmado. CPTM abre edital para a compra de câmeras corporais para equipes de seguranças Segundo Almudin, após a abertura dos envelopes e conhecimento do vencedor do leilão, há um cronograma de 90 a 100 de condições para assinatura do contrato de concessão. Portanto, no meio do ano a gente vai conseguir assinar o contrato de concessão. Uma vez assinado, já começam os prazos previstos no contrato. A extensão até César de Sousa está prevista para ser entregue até a segunda metade de 2030, quando ela deve estar em operação. Almudin também detalha quais serão os próximos passos do processo de concessão após o leilão. "Quando assina o contrato, começa tanto a fase de transição, que é quando a concessionária vai fazendo os treinamentos necessários para assumir a operação das linhas, elaboração de projeto, depois execução das obras também necessárias contratualmente previstas. Assinado o contrato de concessão, é iniciada uma fase de transição, pré-operacional, que dura 24 meses. Ao longo dessa fase, quem opera a linha, efetivamente, é a CPTM, nos primeiros 12 meses. Depois, a concessionária assume a operação da linha e a CPTM faz uma operação assistida nos outros 12 meses, por isso que a transição dura 24 meses. Na sequência, entra a operação comercial plena, em que a concessionária opera sem qualquer tipo de auxílio da CPTM". Além disso, Almudin afirma que, ao longo do período de transição, a concessionária deve realizar os projetos necessários e as autorizações de todos os órgãos necessários para que, assim que possível, já começar a realizar obras para concluir o cronograma.