Com Eduardo nos EUA, Motta afirma que Brasil não tem exilados políticos
Na terça, seguindo manifestação da PGR, Moraes rejeitou pedido de deputados do PT para reter o passaporte do filho de Jair Bolsonaro

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou, durante sessão solene pelos 40 anos da redemocratização nesta quarta-feira, que, nesse período, o Brasil não teve perseguições políticas e nem presos ou exilados políticos.
A declaração vem um dia depois de Eduardo Bolsonaro anunciar que vai se licenciar do mandato de deputado para morar por tempo indeterminado nos Estados Unidos, sob o argumento de que sofreria “perseguição política” do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
“Nos últimos quarenta anos, não vivemos mais as mazelas do período em que o Brasil não era democrático. Não tivemos jornais censurados, nem vozes caladas à força. Não tivemos perseguições políticas, nem presos ou exilados políticos. Não tivemos crimes de opinião ou usurpação de garantias constitucionais”, disse Motta em seu discurso.
Na terça-feira, seguindo manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), Moraes rejeitou pedido de deputados do PT para reter o passaporte de Eduardo Bolsonaro.