Chefe do PCC morto durante ação policial em Campinas recrutava e treinava criminosos, diz MP

Carlos Alves Bezerra, conhecido como 'Carlão', recebeu os policiais armado, foi baleado e não resistiu aos ferimentos. Carlos Alves Bezerra, conhecido como “Carlão”, morto em ação policial em Campinas (SP) Reprodução/Redes sociais Carlos Alves Bezerra, conhecido como “Carlão” e morto durante uma ação policial nesta sexta-feira (14), em Campinas (SP), era apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios paulistas. Segundo o Ministério Público (MP-SP), o investigado seria o responsável por coordenar o recrutamento e treinamento de criminosos para agir em "ousados projetos" da organização, como a tentativa de tirar Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, da prisão. Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Bezerra fazia parte de uma célula conhecida como "Restrita Tática", ligada à cúpula da facção, responsável por planejar resgates de lideranças presas e operacionalizar ataques contra as forças de segurança do estado de São Paulo, além de "outras missões de alta complexidade". Marcola é chefe da facção criminosa e foi condenado a 330 anos de prisão por diversos crimes. Ele está preso na Penitenciária Federal de Brasília. Violência doméstica Um dos últimos boletins de ocorrência registrados contra Bezerra revela que, em outubro de 2024, ele teria agredido a então companheira, com quem tinha uma filha. Durante as agressões, o investigado teria ameaçado a mulher de morte e colocado uma arma na boca dela. Ainda de acordo com o boletim, Carlão viveu com a companheira na metrópole durante pelo menos cinco anos. Integrante do PCC é morto em operação da Polícia Militar com o Gaeco em Campinas Troca de tiros De acordo com o Ministério Público, policiais do 1º Batalhão de Polícia de Choque (Rota), em apoio ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriram um mandado de busca e apreensão em um endereço ligado ao suspeito. "O investigado recebeu a equipe policial armado e, em confronto, acabou sendo atingido, não resistiu aos ferimentos e faleceu", disse o MP-SP. O confronto aconteceu no bairro Techno Park. As investigações apontaram que o imóvel estava associado “à prática sistemática dos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e posse ilegal de armas de fogo de grosso calibre”, segundo a PM. A ocorrência foi apresentada na Divisão de Investigações Criminais de Campinas (Deic). Segundo a PM, Bezerra “possui histórico criminal extenso, incluindo porte ilegal de arma, roubo e homicídio”, além de integrar o PCC. Imagem mostra vista aérea da penitenciária federal de Brasília, cercada por muralha Divulgação/Senappen VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

Fev 14, 2025 - 23:11
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Chefe do PCC morto durante ação policial em Campinas recrutava e treinava criminosos, diz MP

Carlos Alves Bezerra, conhecido como 'Carlão', recebeu os policiais armado, foi baleado e não resistiu aos ferimentos. Carlos Alves Bezerra, conhecido como “Carlão”, morto em ação policial em Campinas (SP) Reprodução/Redes sociais Carlos Alves Bezerra, conhecido como “Carlão” e morto durante uma ação policial nesta sexta-feira (14), em Campinas (SP), era apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios paulistas. Segundo o Ministério Público (MP-SP), o investigado seria o responsável por coordenar o recrutamento e treinamento de criminosos para agir em "ousados projetos" da organização, como a tentativa de tirar Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, da prisão. Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Bezerra fazia parte de uma célula conhecida como "Restrita Tática", ligada à cúpula da facção, responsável por planejar resgates de lideranças presas e operacionalizar ataques contra as forças de segurança do estado de São Paulo, além de "outras missões de alta complexidade". Marcola é chefe da facção criminosa e foi condenado a 330 anos de prisão por diversos crimes. Ele está preso na Penitenciária Federal de Brasília. Violência doméstica Um dos últimos boletins de ocorrência registrados contra Bezerra revela que, em outubro de 2024, ele teria agredido a então companheira, com quem tinha uma filha. Durante as agressões, o investigado teria ameaçado a mulher de morte e colocado uma arma na boca dela. Ainda de acordo com o boletim, Carlão viveu com a companheira na metrópole durante pelo menos cinco anos. Integrante do PCC é morto em operação da Polícia Militar com o Gaeco em Campinas Troca de tiros De acordo com o Ministério Público, policiais do 1º Batalhão de Polícia de Choque (Rota), em apoio ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriram um mandado de busca e apreensão em um endereço ligado ao suspeito. "O investigado recebeu a equipe policial armado e, em confronto, acabou sendo atingido, não resistiu aos ferimentos e faleceu", disse o MP-SP. O confronto aconteceu no bairro Techno Park. As investigações apontaram que o imóvel estava associado “à prática sistemática dos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e posse ilegal de armas de fogo de grosso calibre”, segundo a PM. A ocorrência foi apresentada na Divisão de Investigações Criminais de Campinas (Deic). Segundo a PM, Bezerra “possui histórico criminal extenso, incluindo porte ilegal de arma, roubo e homicídio”, além de integrar o PCC. Imagem mostra vista aérea da penitenciária federal de Brasília, cercada por muralha Divulgação/Senappen VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas