Bom desempenho da economia atira endividamento das famílias, empresas e Estado para mínimo histórico

O endividamento do setor não financeiro em percentagem do PIB caiu em 2024 para um novo mínimo histórico. A dívida das famílias, empresas (excluindo bancos) e Estado baixou 11,4 pontos percentuais para 286,6% no final do ano passado, o valor mais baixo desde que há registos. Isto acontece mesmo depois de ter aumentado nominalmente: cresceu […]

Fev 21, 2025 - 17:02
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Bom desempenho da economia atira endividamento das famílias, empresas e Estado para mínimo histórico

O endividamento do setor não financeiro em percentagem do PIB caiu em 2024 para um novo mínimo histórico. A dívida das famílias, empresas (excluindo bancos) e Estado baixou 11,4 pontos percentuais para 286,6% no final do ano passado, o valor mais baixo desde que há registos.

Isto acontece mesmo depois de ter aumentado nominalmente: cresceu 17 mil milhões de euros para se fixar nos 814,1 mil milhões de euros em dezembro. Mas o bom desempenho da economia fez com que o peso do endividamento baixasse pelo quarto ano seguido.

“Apesar de o endividamento do setor não financeiro ter aumentado nominalmente em 2024, o crescimento do PIB foi superior. Assim, o endividamento do setor não financeiro em percentagem do PIB diminuiu 11,4 pontos percentuais para 286,6%”, refere o Banco de Portugal na nota de informação estatística divulgada esta sexta-feira.

Em 2024, a economia portuguesa cresceu 1,9% no ano passado, acima das previsões do Governo.

Endividamento cai há 4 anos

Fonte: Banco de Portugal

O endividamento da economia chegou a superar os 400% durante a crise da dívida, em 2013, mas desde então tem vindo num processo de desalavancagem que foi interrompido no período da pandemia. Desde o segundo trimestre de 2021 que se mantém em tendência de descida, já lá vão 15 trimestres.

Os dados mostram ainda que, no ano passado, o endividamento do setor público reduziu-se cerca de quatro pontos percentuais para 126,6%, e o endividamento do setor privado decresceu de 168% para 160,1% do PIB.

Em termos nominais, da dívida agregada de 814,1 mil milhões de euros, 454,6 mil milhões de euros respeitavam ao setor privado (empresas privadas e particulares) e 359,4 mil milhões de euros ao setor público (administrações públicas e empresas públicas), segundo o Banco de Portugal.

(Notícia atualizada às 11h40)