Após a denúncia da PGR, Bolsonaro tem dia decisivo no STF
O ex-presidente deve apresentar nesta quinta os argumentos para rebater as acusações da Procuradoria sobre sua atuação no plano de golpe

Termina nesta quinta o prazo para que a defesa de Jair Bolsonaro apresente argumentos que considera relevantes para rebater a denúncia apresentada pela PGR segundo a qual ele foi o líder do plano de golpe de Estado que resultou nos ataques de 8 de janeiro de 2023.
Os defensores do ex-presidente chegaram a solicitar mais tempo para formular a linha argumentativa contra a denúncia apresentada por Paulo Gonet no dia 18 de fevereiro, mas o pedido foi rejeitado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Bolsonaro foi denunciado juntamente com outros 33 personagens envolvidos na investigação de golpe. Todos tiveram os mesmos 15 dias para formular suas manifestações.
Desde que passou a ser investigado pela Polícia Federal no inquérito que tramita no STF, o ex-presidente se diz vítima de uma perseguição da Justiça coordenada pelo ministro Alexandre de Moraes. Ele já admitiu a existência de conversas sobre golpe de Estado, mas diz que se tratavam de ideias trazidas por apoiadores e ignoradas por ele que, como chefe do governo, teria “dentro das quatro linhas da Constituição”.
Em sua delação, Mauro Cid disse aos investigadores que Bolsonaro estimulava os golpistas a atuarem na esperança de conseguir se manter no poder. Os ataques de 8 de janeiro, organizados a partir de acampamentos no Comando do Exército, tinham, segundo Cid, o objetivo de provocar caos social e engajar os militares do plano golpista.
Depois da apresentação dos argumentos de todos os denunciados, Moraes ainda analisará os pleitos das defesas e só então o caso poderá ser levado ao plenário da Primeira Turma do STF — o que deve demorar.