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Diante de episódios de vômito, febre, tosse insistente, dor de cabeça ou algum mal-estar, os pais não pensam duas vezes antes de recorrer ao pediatra. Muitos, no entanto, não sabem identificar os sinais que vão além do físico e que podem causar sofrimentos emocionais para o filho. Reconhecer e compreender as emoções também costuma ser […]

Diante de episódios de vômito, febre, tosse insistente, dor de cabeça ou algum mal-estar, os pais não pensam duas vezes antes de recorrer ao pediatra.
Muitos, no entanto, não sabem identificar os sinais que vão além do físico e que podem causar sofrimentos emocionais para o filho. Reconhecer e compreender as emoções também costuma ser um grande desafio para a própria criança, que não sabe a hora de pedir ajuda.
Por isso, a orientação de um profissional é bem-vinda, principalmente diante de situações como mudar de escola, separação dos pais, perdas familiares e casos de bullying. “A decisão de procurar auxílio do psicólogo deve considerar mudanças significativas de comportamento e outras manifestações, como medo excessivo, sintomas de ansiedade, dificuldades escolares, problemas de relacionamento e insônia, entre outros”, explica a psicóloga hospitalar Lucianne Areal, do Departamento Materno-Infantil do Hospital Israelita Albert Einstein.
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Crianças que apresentam atrasos no desenvolvimento também se beneficiam do acompanhamento de um especialista. “É fundamental que os pais reconheçam seus limites em relação ao desenvolvimento emocional do filho e, com sensibilidade e acolhimento, procurem ajuda”, orienta o psicólogo e psicanalista Maico Costa, coordenador do Centro de Humanização e do Centro de Gestão do Cuidado de Pessoas, ambos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
É recomendável que o psicólogo tenha experiência no atendimento psicológico infantil, pois o desenvolvimento emocional, cognitivo e social de crianças e adolescentes tem características próprias, o que exige uma forma de trabalho diferenciada. “É importante que os pais conheçam a abordagem a ser utilizada pelo profissional, sintam-se seguros diante do acompanhamento estabelecido e considerem a qualidade da relação terapêutica”, orienta a psicóloga do Einstein.