PL diz lamentar decisão de Eduardo Bolsonaro de se licenciar do mandato: 'Tem nosso respeito'
Filho de Jair Bolsonaro afirmou que vai se afastar das atividades da Câmara e morar nos Estados Unidos. Segundo a colunista do g1 Natuza Nery, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, barrou indicação de Eduardo para presidência da Comissão de Relações Exteriores. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, em imagem de arquivo REUTERS/Adriano Machado O PL, partido presidido por Valdemar Costa Neto, divulgou uma nota nesta terça-feira (18) em que diz lamentar a decisão do deputado Eduardo Bolsonaro (SP) de se licenciar temporariamente do mandato parlamentar. Mais cedo, nesta terça, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que vai se afastar das atividades na Câmara dos Deputados e morar nos Estados Unidos, onde está desde o final de fevereiro. Ao fazer o anúncio, Eduardo fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo inquérito que investiga o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado. "É com tristeza que recebemos a notícia de que Eduardo Bolsonaro vai se licenciar temporariamente do cargo para o qual foi legitimamente eleito. Eduardo tem o nosso respeito", afirmou o PL na nota. No comunicado, o partido também declarou que segue "acreditando na força política do nosso país e nas instituições dos Três Poderes para atravessar esse momento difícil que estamos vivenciando". Valdemar vetou Eduardo na chefia de comissão, diz blog Eduardo Bolsonaro anuncia que vai se licenciar do mandato de deputado federal A colunista do g1 Natuza Nery informou que Valdemar Costa Neto, presidente do partido de Eduardo Bolsonaro, impediu o deputado de assumir a presidência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro almejava a função. Segundo a apuração de Natuza com fontes do PL, Valdemar disse a Eduardo no domingo (16) que ele não assumiria a comissão. O dirigente partidário, contudo, nega que tenha barrado a indicação. O suposto veto, conforme a colunista, deixou o deputado sem discurso político para justificar a perda do cargo, o que teria motivado sua decisão de tirar uma licença. O deputado federal Zucco (PL-RS), líder da oposição na Câmara, deve assumir a presidência da comissão desejada por Eduardo Bolsonaro. 'Perseguição' e temor de prisão Na postagem que fez no Instagram, Eduardo Bolsonaro disse que, durante a licença, vai "focar em buscar as justas punições a Alexandre de Moraes e a sua gestapo da Polícia Federal". O parlamentar disse que teme ser preso por ordem do STF e não informou por quanto tempo pretende morar nos EUA. "Não irei me acovardar, não irei me submeter ao regime de exceção e aos seus truques sujos. Da mesma forma que assumi o mandato parlamentar para representar minha nação, eu abdico temporariamente dele, para seguir representando esses irmãos de pátria que me incumbiram dessa nobre missão. Irei me licenciar, sem remuneração para que possa me dedicar integralmente e buscar as devidas sanções aos violadores de direitos humanos", afirmou o parlamentar.


Filho de Jair Bolsonaro afirmou que vai se afastar das atividades da Câmara e morar nos Estados Unidos. Segundo a colunista do g1 Natuza Nery, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, barrou indicação de Eduardo para presidência da Comissão de Relações Exteriores. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, em imagem de arquivo REUTERS/Adriano Machado O PL, partido presidido por Valdemar Costa Neto, divulgou uma nota nesta terça-feira (18) em que diz lamentar a decisão do deputado Eduardo Bolsonaro (SP) de se licenciar temporariamente do mandato parlamentar. Mais cedo, nesta terça, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que vai se afastar das atividades na Câmara dos Deputados e morar nos Estados Unidos, onde está desde o final de fevereiro. Ao fazer o anúncio, Eduardo fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo inquérito que investiga o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado. "É com tristeza que recebemos a notícia de que Eduardo Bolsonaro vai se licenciar temporariamente do cargo para o qual foi legitimamente eleito. Eduardo tem o nosso respeito", afirmou o PL na nota. No comunicado, o partido também declarou que segue "acreditando na força política do nosso país e nas instituições dos Três Poderes para atravessar esse momento difícil que estamos vivenciando". Valdemar vetou Eduardo na chefia de comissão, diz blog Eduardo Bolsonaro anuncia que vai se licenciar do mandato de deputado federal A colunista do g1 Natuza Nery informou que Valdemar Costa Neto, presidente do partido de Eduardo Bolsonaro, impediu o deputado de assumir a presidência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro almejava a função. Segundo a apuração de Natuza com fontes do PL, Valdemar disse a Eduardo no domingo (16) que ele não assumiria a comissão. O dirigente partidário, contudo, nega que tenha barrado a indicação. O suposto veto, conforme a colunista, deixou o deputado sem discurso político para justificar a perda do cargo, o que teria motivado sua decisão de tirar uma licença. O deputado federal Zucco (PL-RS), líder da oposição na Câmara, deve assumir a presidência da comissão desejada por Eduardo Bolsonaro. 'Perseguição' e temor de prisão Na postagem que fez no Instagram, Eduardo Bolsonaro disse que, durante a licença, vai "focar em buscar as justas punições a Alexandre de Moraes e a sua gestapo da Polícia Federal". O parlamentar disse que teme ser preso por ordem do STF e não informou por quanto tempo pretende morar nos EUA. "Não irei me acovardar, não irei me submeter ao regime de exceção e aos seus truques sujos. Da mesma forma que assumi o mandato parlamentar para representar minha nação, eu abdico temporariamente dele, para seguir representando esses irmãos de pátria que me incumbiram dessa nobre missão. Irei me licenciar, sem remuneração para que possa me dedicar integralmente e buscar as devidas sanções aos violadores de direitos humanos", afirmou o parlamentar.