Jantar de Moraes a figurões da República revela dura realidade a Bolsonaro
No convescote, as rodas de conversa de políticos e ministros tanto do STF quanto do STJ já davam como certa a aceitação da denúncia

Quem foi ao jantar de Alexandre de Moraes para o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco, nesta semana, saiu da casa do ministro com uma certeza: Bolsonaro sentará no banco dos réus.
O julgamento da denúncia apresentada pela PGR contra Bolsonaro e outros denunciados por tentativa de golpe de Estado vai ocorrer na próxima terça-feira no STF.
No convescote, no entanto, as rodas de conversa, com políticos e ministros tanto do STF quanto do STJ, já davam como certa a aceitação da denúncia. “A conversa era sobre o que será do bolsonarismo sem Bolsonaro”, diz um convidado, dando a entender que o político é tratado como página virada pelas autoridades.
Apesar de ser um evento para Pacheco, o jantar acabou servindo como uma manifestação de poder e influência de Alexandre de Moraes em Brasília.
Além de figurões do meio jurídico, o chefe do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, estavam no jantar. Procurador-geral da República, Paulo Gonet e o chefe da PF, Andrei Rodrigues, também foram ao evento.
Até o vice-presidente Geraldo Alckmin foi chamado, assim como parlamentares da bancada mineira. O evento foi uma espécie de homenagem a Pacheco por ter segurado a onda de pedidos de impeachment e os ataques bolsonaristas contra ministros do STF no período mais radical do governo de Jair Bolsonaro.