Felipão justifica ausência de Romário e nomeia reserva decisivo na seleção brasileira em 2002: “Me ajudou muito”
O técnico pentacampeão mundial também justificou a razão pela qual não levou Romário para a Copa do Mundo na Ásia

Felipão participou do programa Um Assado para… apresentado pelo jornalista Duda Garbi. Ao lembrar da campanha vitoriosa na Copa do Mundo de 2002, explicou o motivo pelo qual não levou Romário e ressaltou a importância de Luizão durante a jornada na Coréia do Sul e no Japão.
Na oportunidade, o centroavante estava em litígio com o Corinthians e, pouco tempo antes do Mundial, se transferiu para o Grêmio para ser convocado.
“Eu gostava de um centroavante que jogava aqui no Grêmio: Luizão. Tanto que levei e que foi um jogador que me ajudou muito, entende? Não que chegasse às condições de Ronaldo ou de Romário, mas ajudou muito. Então eu tinha que fazer uma opção”, explicou Luiz Felipe Scolari.
Luizão teve uma passagem relâmpago pelo Grêmio
Assim, o técnico lembrou que foi ele quem sugeriu a Luizão, que estava sem sequência de jogo, para que assinasse um contrato curto com o Grêmio em 2002 para que pudesse ter sequência a fim de ser chamado para a Copa do Mundo. “Ele precisava jogar”, ressaltou. A passagem de Luizão pelo Imortal foi curta, ao fazer apenas seis jogos, marcando um gol.
O treinador, que sinalizou Filipe Luís na seleção brasileira no futuro, também lembrou que foi o atacante quem cavou o pênalti que Rivaldo converteu, dando a vitória do Brasil sobre a Turquia de virada por 2 a 1 na estreia há 23 anos.
Felipão sobre Romário fora da Copa 2002: “Teria que jogar diferente”
Questionado sobre a decisão de não levar Romário para a Copa do Mundo em 2002, o treinador esclareceu as suas razões.
“O que o Ricardo Teixeira [presidente da CBF, na época] me disse. Ele chamou para uma reunião antes da convocação. Ele não queria saber os convocados, mas ele disse bem assim: ‘Pensa, se tu convocares determinado jogador e formos campeões, sem problema. Se tu não convocares, não formos campeões, eles te matam. A decisão é tua’. Tudo bem, eu fiz, tomei a decisão e pronto”, reproduziu.
Felipão justificou a não-convocação de Romário esclarecendo que o Baixinho não funcionaria de acordo com o esquema de jogo proposto para a seleção brasileira na época.
“A decisão foi observando que eu, com aquele tipo de jogador naquela posição, jogando daquela forma que jogava, eu não teria as mesmas condições que eu tive com a seleção brasileira jogando com outros jogadores. Eu teria que jogar de uma forma diferente e eu não sei se as características daqueles jogadores que nós possuímos no momento casariam perfeitamente. Então eu optei”, explicou o técnico pentacampeão mundial que, ainda assim, colocou Romário dentro do top-10 da história do futebol brasileiro.
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