Descoberta: mandíbula de 1,4 milhão de anos pode reescrever evolução humana
Os pesquisadores examinaram a mandíbula do hominídeo e compararam o fóssil com outros espécimes. The post Descoberta: mandíbula de 1,4 milhão de anos pode reescrever evolução humana appeared first on Giz Brasil.

O fóssil de uma mandíbula de 1,4 milhão de anos pertence a um ancestral desconhecido do Homo sapiens, o que pode reescrever a história da evolução humana. Cientistas encontraram o fóssil na África do Sul. De acordo com um estudo publicado neste mês, a mandíbula do hominídeo é do gênero Paranthropus.
Os Paranthropus são conhecidos como “o homem quebra-nozes” justamente devido à sua grande mandíbula, que há milhões de anos, tinha enormes dentes molares. No entanto, a mandíbula possui dentes menores e um maxilar não tão expressivo. Desse modo, os cientistas sugerem que a mandíbula de 1,4 milhão de anos seja outra espécie dos Parantropos, podendo mudar a história da evolução dos humanos.
Isso porque os Parantropos conviveram com diversos hominídeos, sobretudo do gênero Homo, que surgiram há, pelo menos, 2,8 milhões de anos. A nossa espécie, o Homo sapiens, apresenta seus primeiros registros há 300 mil anos.

Modelo de um homem adulto Paranthropus, exposto no Smithsonian Museum of Natural History. Imagem: Tim Evanson, Flickr
Portanto, as primeiras espécies do gênero Homo viveram durante o mesmo período dos Parantropos. E isso já foi revelado aqui no Giz. Em dezembro, publicamos uma matéria que mostra evidências sobre a convivência do Homo Erectus com Paranthropus boisei há 1,5 milhão de anos.
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Existem mais duas espécies desse gênero de hominídeos, o P. aethiopicus e o P. robustus, extintas entre 1,2 e 2,7 milhões de anos atrás.
No novo estudo, os pesquisadores examinaram a mandíbula do hominídeo e compararam o fóssil com outros espécimes dos Paranthropus e das primeiras do gênero Homo.
Através de análises com raio-x, os cientistas examinaram a estrutura interna do fóssil, sobretudo o tecido ósseo que formam os dentes, abaixo do esmalte na coroa dentária.
Os cientistas descobriram que a mandíbula pertencia a outra espécie ancestral humana, possivelmente do gênero Paranthropus, mas sendo uma nova espécie que habitou a África do Sul há 1,4 milhão de anos.
Pelo local onde o fóssil da mandíbula foi encontrado, a nova espécie ganhou o nome de P. capensis, coexistindo com o P. robustus há 1,4 milhão de anos, representando um novo capítulo da evolução humana.
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